Casas entre bananeiras mulheres entre laranjeiras pomar amor cantar.
Um homem vai devagar. Um cachorro vai devagar. Um burro vai devagar. Devagar... as janelas olham. Eta vida besta, meu Deus.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. In: Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 23.
Cidadezinha cheia de graça... Tão pequenina que até causa dó! Com seus burricos a pastar na praça... Sua igrejinha de uma torre só...
Nuvens que venham, nuvens e asas, Não param nunca nem num segundo... E fica a torre, sobre as velhas casas, Fica cismando como é vasto o mundo!...
Eu que de longe venho perdido, Sem pouso fixo (a triste sina!) Ah, quem me dera ter lá nascido!
Lá toda a vida poder morar! Cidadezinha... Tão pequenina Que toda cabe num só olhar...
QUINTANA, Mário. A rua dos cataventos. In: Poesia completa. Org. TâniaFranco Carvalhal. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006, p. 107.
Ao se escolher uma ilustração para esses poemas, qual das obras abaixo estaria de acordo com o tema neles dominante?
Taunay
Di Cavalcanti Tarsila do Amaral
AB C
Manezinho Araújo Guignard
DE
Revista Istoé Independente. São Paulo: Ed. Três [s.d.].
O alerta que a gravura acima pretende transmitir refere-se a uma situação que
A atinge circunstancialmente os habitantes da área rural
do País. B atinge, por sua gravidade, principalmente as crianças da
área rural. C preocupa no presente, com graves conseqüências para
o futuro. D preocupa no presente, sem possibilidade de ter conseqüências no futuro.
E preocupa, por sua gravidade, especialmente os que têm filhos.
Os ingredientes principais dos fertilizantes agrícolas são nitrogênio, fósforo e potássio (os dois últimos sob a forma dos óxidos P O e K O, respectivamente). As percentagens
2 5 2
das três substâncias estão geralmente presentes nos rótulos dos fertilizantes, sempre na ordem acima. Assim, um fertilizante que tem, em seu rótulo, a indicação 10–20–20 possui, em sua composição, 10% de nitrogênio, 20% de óxido de fósforo e 20% de óxido de potássio. Misturando-se 50 kg de um fertilizante 10–20–10 com 50 kg de um fertilizante 20–10–10, obtém-se um fertilizante cuja composição é
A 7,5–7,5–5. B 10–10–10. C 15–15–10. D 20–20–15. E 30–30–20.
Os países em desenvolvimento fazem grandes esforços para promover a inclusão digital, ou seja, o acesso, por parte de seus cidadãos, às tecnologias da era da informação. Um dos indicadores empregados é o número de hosts, isto é, o número de computadores que estão conectados à Internet. A tabela e o gráfico abaixo mostram a evolução do número de hosts nos três países que lideram o setor na América do Sul.
| País | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 |
|---|---|---|---|---|---|
| Brasil | 2.237.527 | 3.163.349 | 3.934.577 | 5.094.730 | 7.422.440 |
| Argentina | 495.920 | 742.358 | 1.050.639 | 1.464.719 | 1.837.050 |
| Colômbia | 55.626 | 115.158 | 324.889 | 440.585 | 721.114 |
Fonte: IBGE (Network Wizards, 2007).
Dos três países, os que apresentaram, respectivamente,
o maior e o menor crescimento percentual no número de hosts, no período 2003-2007, foram
A Brasil e Colômbia. B Brasil e Argentina. C Argentina e Brasil. D Colômbia e Brasil. E Colômbia e Argentina.
QUESTÃO 5
Leia o esquema abaixo.
1 Coleta de plantas nativas, animais silvestres, microrganismos e fungos da floresta amazônica.
2 Saída da mercadoria do país, por portos e aeroportos, camuflada na bagagem de pessoas que se disfarçam de turistas, pesquisadores ou religiosos.
3 Venda dos produtos para laboratórios ou colecionadores que patenteiam as substâncias provenientes das plantas e dos animais.
4 Ausência de patente sobre esses recursos, o que deixa as comunidades indígenas e as populações tradicionais sem os benefícios dos royalties.
5 Prejuízo para o Brasil!
Com base na análise das informações acima, uma campanha publicitária contra a prática do conjunto de ações apresentadas no esquema poderia utilizar a seguinte chamada:
A Indústria farmacêutica internacional, fora! B Mais respeito às comunidades indígenas! C Pagamento de royalties é suficiente! D Diga não à biopirataria, já! E Biodiversidade, um mau negócio?
Vamos supor que você recebeu de um amigo de infância e seu colega de escola um pedido, por escrito, vazado nos seguintes termos:
“Venho mui respeitosamente solicitar-lhe o empréstimo do seu livro Redação para Concurso, para fins de consulta escolar.”
Essa solicitação em tudo se assemelha à atitude de uma pessoa que
A comparece a um evento solene vestindo smoking completo e cartola.
B vai a um piquenique engravatado, vestindo terno completo, calçando sapatos de verniz.
C vai a uma cerimônia de posse usando um terno completo e calçando botas.
D freqüenta um estádio de futebol usando sandálias de couro e bermudas de algodão.
E veste terno completo e usa gravata para proferir uma conferência internacional.
QUESTÃO 7
Cerca de três mil meninos e meninas com até 5 anos de idade, que vivem em 60 comunidades quilombolas em 22 Estados brasileiros, foram pesados e medidos. O objetivo era conhecer a situação nutricional dessas crianças.(...)
De acordo com o estudo, 11,6% dos meninos e meninas que vivem nessas comunidades estão mais baixos do que deveriam, considerando-se a sua idade, índice que mede a desnutrição. No Brasil, estima-se uma população de 2 milhões de quilombolas.
A escolaridade materna influencia diretamente
o índice de desnutrição. Segundo a pesquisa, 8,8% dos filhos de mães com mais de quatro anos de estudo estão desnutridos. Esse indicador sobe para 13,7% entre as crianças de mães com escolaridade menor que quatro anos.
A condição econômica também é determinante. Entre as crianças que vivem em famílias da classe E (57,5% das avaliadas), a desnutrição chega a 15,6%; e cai para 5,6% no grupo que vive na classe D, na qual estão 33,4% do total das pesquisadas.
Os resultados serão incorporados à política de nutrição do país. O Ministério de Desenvolvimento Social prevê ainda um estudo semelhante para as crianças indígenas.
o
BAVARESCO, Rafael. UNICEF/BRZ. Boletim, ano 3, n. 8, jun. 2007.
O boletim do UNICEF mostra a relação da desnutrição com
o nível de escolaridade materna e com a condição econômica da família. Para resolver essa grave questão de subnutrição infantil, algumas iniciativas são propostas:
I distribuição de cestas básicas para as famílias com crianças em risco;
II programas de educação que atendam a crianças e também a jovens e adultos;
III hortas comunitárias, que ofereçam não só alimentação de qualidade, mas também renda para as famílias.
Das iniciativas propostas, é correto afirmar que
A somente I é solução dos problemas a médio e longo prazo.
B somente II é solução dos problemas a curto prazo.
C somente III é solução dos problemas a curto prazo.
D I e II são soluções dos problemas a curto prazo.
E II e III são soluções dos problemas a médio e longo prazo.
QUESTÃO 8
Entre 1508 e 1512, Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina, no Vaticano, um marco da civilização ocidental. Revolucionária, a obra chocou os mais conservadores, pela quantidade de corpos nus, possivelmente, resultado de secretos estudos de anatomia, uma vez que, naquele tempo, era necessária a autorização da Igreja para a dissecação de cadáveres.
Recentemente, perceberam-se algumas peças anatômicas camufladas entre as cenas que compõem o teto. Alguns pesquisadores conseguiram identificar uma grande quantidade de estruturas internas da anatomia humana, que teria sido a forma velada de como o artista "imortalizou a comunhão da arte com o conhecimento".
Uma das cenas mais conhecidas é "A criação de Adão". Para esses pesquisadores, ela representaria o cérebro num corte sagital, como se pode observar nas figuras a seguir.
BARRETO, Gilson e OLIVEIRA, Marcelo G. de. A arte secreta de Michelangelo — Uma lição de anatomia na Capela Sistina. ARX.
Considerando essa hipótese, uma ampliação interpretativa dessa obra-prima de Michelangelo expressaria
A o Criador dando a consciência ao ser humano, manifestada pela função do cérebro.
B a separação entre o bem e o mal, apresentada em cada seção do cérebro.
C a evolução do cérebro humano, apoiada na teoria darwinista.
D a esperança no futuro da humanidade, revelada pelo conhecimento da mente.
E a diversidade humana, representada pelo cérebro e pela medula.
Leia, com atenção, os textos a seguir.
JB Ecológico, nov. 2005. Revista Veja. 12 out. 2005.
Amo as árvores, as pedras, os passarinhos. Acho medonho que a gente esteja contribuindo para destruir essas coisas.
Quando uma árvore é cortada, ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer, quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.
o
JOBIM, Antônio Carlos. JB Ecológico. Ano 4, n. 41, jun. 2005, p. 65.
2
O governo brasileiro estima que cerca de 9.600 km da floresta amazônica desapareceram entreagosto de 2006 e agosto de 2007, uma área equivalente a cerca de 6,5 cidades de São Paulo.
Se confirmada a estimativa, a partir de análise de imagens no ano que vem, será o menor desmatamento registrado em um ano desde o início do monitoramento, em 1998, representando uma redução de cerca de 30% no índice registrado entre 2005 e 2006.
Com a redução do desmatamento entre 2004 e 2006, o Brasil deixou de emitir 410 milhões de toneladas de CO (gás do efeito estufa). Também evitou o corte de 600 milhões de árvores e a morte de 20 mil aves e 700 mil primatas. Essa emissão representa quase 15% da redução firmada pelos países desenvolvidos para o período 2008-2012, no Protocolo de Kyoto.
O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem a oportunidade de implementar um plano que protege a biodiversidade e, ao mesmo tempo, reduz muito rapidamente o processo de aquecimento global.
2
SELIGMAN, Felipe. Folha de S. Paulo — Editoria de Ciência, 11 ago. 2007 (Adaptado).
Mesmo se dizendo otimista com a queda no desmatamento, Paulo Moutinho, do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), afirma que é preciso esperar a consolidação dessa tendência em 2008 para a “comemoração definitiva”.
“Que caiu, caiu. Mas, com a recuperação nítida do preço das commodities, como a soja, é preciso ver se essa queda acentuada vai continuar”, disse o pesquisador à Folha.
“O momento é de aprofundar o combate ao desmatamento”, disse Paulo Adário, coordenador de campanha do Greenpeace. Só a queda dos preços e a ação da União não explicam o bom resultado atual, diz Moutinho. “Estados como Mato Grosso e Amazonas estão fazendo esforços particulares e parece que a ficha dos produtores caiu. O desmatamento, no médio prazo, acaba encarecendo os produtos deles.”
GERAQUE, Eduardo. Folha de S. Paulo. Editoria de Ciência. 11 ago. 2007 (Adaptado).
Procure utilizar os conhecimentos adquiridos, ao longo de sua formação, sobre o tema proposto.
(valor: 10,0 pontos)
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Sobre o papel desempenhado pela mídia nas sociedades de regime democrático, há várias tendências de avaliação com posições distintas. Vejamos duas delas:
Posição I – A mídia é encarada como um mecanismo em que grupos ou classes dominantes são capazes de difundir idéias que promovem seus próprios interesses e que servem, assim, para manter o status quo. Dessa forma, os contornos ideológicos da ordem hegemônica são fixados, e se reduzem os espaços de circulação de idéias alternativas e contestadoras.
Posição II – A mídia vem cumprindo seu papel de guardiã da ética, protetora do decoro e do Estado de Direito. Assim, os órgãos midiáticos vêm prestando um grande serviço às sociedades, com neutralidade ideológica, com fidelidade à verdade factual, com espírito crítico e com fiscalização do poder onde quer que ele se manifeste.
Leia o texto a seguir, sobre o papel da mídia nas sociedades democráticas da atualidade — exemplo do jornalismo.
Quando os jornalistas são questionados, eles respondem de fato: “nenhuma pressão é feita sobre mim, escrevo o que quero”. E isso é verdade. Apenas deveríamos acrescentar que, se eles assumissem posições contrárias às normas dominantes, não escreveriam mais seus editoriais. Não se trata de uma regra absoluta, é claro. Eu mesmo sou publicado na mídia norte-americana. Os Estados Unidos não são um país totalitário. (...) Com certo exagero, nos países totalitários, o Estado decide a linha a ser seguida e todos devem-se conformar. As sociedades democráticas funcionam de outra forma: a linha jamais é anunciada como tal; ela é subliminar. Realizamos, de certa forma, uma “lavagem cerebral em liberdade”. Na grande mídia, mesmo os debates mais apaixonados se situam na esfera dos parâmetros implicitamente consentidos — o que mantém na marginalidade muitos pontos de vista contrários.
Revista Le Monde Diplomatique Brasil, ago. 2007 – (trecho de entrevista com Noam Chomsky).
Sobre o papel desempenhado pela mídia na atualidade, faça, em, no máximo, 6 linhas, o que se pede.
a) Escolha, entre as posições I e II, a que apresenta o ponto de vista mais próximo do pensamento de Noam Chomsky e explique a relação entre o texto e a posição escolhida. (valor: 5,0 pontos)
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b) Apresente uma argumentação coerente para defender seu posicionamento pessoal quanto ao fato de a mídia ser ou não livre.
(valor: 5,0 pontos)
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QUESTÃO 11
Claudete, uma corretora de imóveis de 57 anos de idade, procurou um fonoaudiólogo preocupada em perder a audição, como ocorreu com sua avó e sua mãe, que perceberam problemas auditivos similares depois de 65 anos de idade. Além das atividades profissionais, gosta de fazer caminhadas aos domingos com as amigas. As queixas que faz referem-se à dificuldade de compreensão do que se fala em situações em que o ambiente é ruidoso, quando várias pessoas estão falando ao mesmo tempo ou em treinamentos de vendas ministrados pela firma quando o palestrante não se encontra na sua linha de visão. As amigas reclamam que ela parece distraída, não responde imediatamente quando chamada e ouve rádio em volume alto. Não há queixas sobre sua fala. É responsável pelo sustento da mãe e de um filho adotivo e não relata outros problemas de saúde além de uma tendência à hipertensão. Não refere alterações relacionadas à memória nem ao raciocínio. Após avaliação otorrinolaringológica, realizou exames de audiometria tonal e vocal, cujos resultados são mostrados abaixo.
Audiometria tonal e vocal
Diante dessa situação hipotética, o fonoaudiólogo deveria, inicialmente,
A orientar a paciente quanto à sua saúde geral, inclusive quanto à realização de atividades físicas, além de encaminhá-la a um médico cardiologista ou clínico geral, em função da hipertensão.
B propor a Claudete um trabalho com articulação, pois a perda auditiva expressa nos exames compromete, no momento, a sua linguagem oral.
C orientar a paciente quanto a estratégias de comunicação em casa e no trabalho, após seleção e adaptação de prótese auditiva.
D indicar e adaptar prótese auditiva específica somente para a orelha esquerda de Claudete, em que a perda é maior.
E propor a Claudete mudança no seu sistema de trabalho, de forma que ela não realize atendimentos externos aos clientes, dedicando-se a atividades administrativas internas da firma.
QUESTÃO 12
Vítima de maus tratos e abandono, Gustavo, com 5 anos de idade, vive em um abrigo. Um médico pediatra cuidou de dificuldades respiratórias, de perfuração da membrana timpânica e da saúde geral da criança. Após alta médica, Gustavo foi encaminhado para Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação fonoaudiológica. Nessa avaliação, a terapeuta observou que Gustavo apresentava dificuldades de compreensão, freqüentemente pedindo a ela que repetisse o que era dito. Sua fala restringia-se a palavras isoladas. Também foi observado que Gustavo tinha dificuldades de mastigação, apresentava baba constante, além de dificuldades emocionais e cognitivas, ilustradas no desenho abaixo, de sua autoria.
Nesse quadro hipotético, a conduta fonoaudiológica indicada incluiria
I encaminhar a criança para acompanhamento psicológico e aguardar melhora nos aspectos cognitivo e emocional para, posteriormente, iniciar o trabalho fonoaudiológico.
II iniciar o processo terapêutico visando ao desenvolvimento lingüístico e social e à adequação da motricidade orofacial da criança.
III atuar, em conjunto com os funcionários do abrigo, no atendimento aos aspectos de linguagem, alimentação e interação social das crianças que ali vivem.
Assinale a opção correta
A Apenas um item está certo. B Apenas os itens I e II estão certos. C Apenas os itens I e III estão certos. D Apenas os itens II e III estão certos. E Todos os itens estão certos.
O gráfico acima mostra que os distúrbios de voz são parte integrante dos sintomas mais citados por professores da rede estadual de São Paulo, o que confirma os achados de outras pesquisas que demonstram a existência de riscos ocupacionais na instituição escolar. Assinale a alternativa abaixo na qual a recomendação fonoaudiológica seria mais efetiva na redução do índice referente a “problema com a voz”, mostrado no gráfico.
A Propor aos órgãos públicos a redução da carga de trabalho do professor, de modo a evitar o mau uso da voz.
B Colaborar para a implementação de ações coordenadas entre secretarias (Saúde, Educação, Obras etc.) para o planejamento de espaço físico e fluxo de atividades na escola, visando propiciar ambientes saudáveis para a voz do professor.
C Promover a instalação de equipes de saúde nas escolas, com vistas a recomendar remanejamento de função de professores com distúrbios da voz e estudo dos demais sintomas relacionados no gráfico.
D Propor a inclusão do distúrbio de voz como item eliminatório nos concursos para seleção de professores em escolas públicas.
E Estabelecer terapia fonoaudiológica obrigatória para todo professor que apresentar um período de rouquidão de três dias no período de um ano.
QUESTÃO 14
Isadora, 6 anos de idade, foi levada a uma fonoaudióloga em função de sua professora queixarse que a menina apresentava “trocas na fala”. Segundo o seu pai, Isadora é comunicativa, mas, às vezes, é agressiva com os colegas da escola. Quanto aos hábitos alimentares, o pai informou que ela come de tudo, mas prefere os alimentos servidos na merenda escolar, como macarrão e gelatina. Relatou também que dorme com a boca aberta e baba no travesseiro. Na avaliação de linguagem, a fonoaudióloga observou adequação dos níveis sintático-semântico e pragmático-discursivo e ensurdecimento sistemático de fonemas sonoros no nível fonético-fonológico. Isadora não demonstrou ter consciência dessas trocas. Durante a avaliação, ela produziu o desenho de tema livre mostrado abaixo, solicitado pela fonoaudióloga, e contou uma história sobre ele, transcrita ortograficamente pela fonoaudióloga, que utilizou “ss” para indicar o ensurdecimento do fonema /z/.
“— A rainha foi para o paile com a princessa. Elas foram com o rei e o príncipe. O festito da princessa era ponito, toto rossa”.
Nesse caso hipotético, constituiria conduta fonoaudiológica adequada:
I encaminhar Isadora para avaliação otorrinolaringológica e audiológica para esclarecimento diagnóstico e conduta, para verificação de respiração e de aspectos auditivos.
II avaliar o desenho e orientar a escola em relação à agressividade da criança, não havendo necessidade de encaminhamento psicológico.
III atuar de modo integrado com a escola e a família em relação à linguagem, incentivando Isadora a mudar gradualmente os hábitos alimentares, especialmente na escola.
IV trabalhar a motricidade orofacial e o nível fonéticofonológico diante do ensurdecimento de fonemas, pois há adequação dos demais níveis de linguagem.
V reforçar a atitude dos pais quanto a pedirem que Isadora repita a palavra correta ao falar errado para que ela se torne consciente do problema.
Estão certos apenas os itens Analise as asserções a seguir, relativas a aleitamento materno exclusivo.
| A I, II e V. | D | II, III e IV. |
| B I, III e IV. | E | II, III e V. |
| C I, IV e V. |
O aleitamento materno exclusivo até seis meses de idade tem-se constituído em uma das estratégias de promoçãoda saúde com melhor relação custo/benefício, devendo serpromovido, protegido e cuidado por todo profissional desaúde, inclusive o fonoaudiólogo,
o aleitamento materno exclusivo até seis meses de idade, além de proteger o recém-nascido contra infecções e doenças, favorece o desenvolvimento orofacial harmônico e a fala.
Assinale a opção correta, relativa à afirmativa acima.
A As duas asserções são proposições verdadeiras, e asegunda é uma justificativa correta da primeira. B As duas asserções são proposições verdadeiras, masa segunda não é uma justificativa correta da primeira. C A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e asegunda é uma proposição falsa. D A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira. E Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.
QUESTÃO 16
Os estudantes do curso de fonoaudiologia de uma universidade começaram uma intervenção fonoaudiológica em uma creche com 218 crianças de faixa etária entre 6 meses e 5 anos e 11 meses, em um bairro de classe baixa. Logo no início do trabalho, detectaram dificuldades de compreensão da fala de muitas crianças, bem como problemas respiratórios e de gagueira, questões que exigiram da equipe supervisora e dos estagiários o estabelecimento de um plano de atuação para a creche.
Considerando essa situação hipotética e o art. 29 da Lei deDiretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) — segundo
o qual a educação infantil, primeira etapa da educaçãobásica, tem como finalidade o desenvolvimento integral dacriança até seis anos de idade, em seus aspectos físico,psicológico, intelectual e social, complementando a ação dafamília e da comunidade —, julgue se os itens a seguirapresentam ações educativas adequadas à proposta deintervenção fonoaudiológica nessa creche.
I Realizar avaliação fonoaudiológica individual em todasas crianças, na própria creche, utilizando protocolosvalidados.
II Propor grupos de discussão acerca de temas de fonoaudiologia envolvendo educadores e funcionáriosda creche.
III Atuar com grupos de atendimento terapêuticofonoaudiológico, na creche, para tratar das alteraçõesde fala.
IV Trabalhar com grupos de pais, para troca de informações e discussão de questões fonoaudiológicas.
V Estabelecer prognóstico, realizar acompanhamentoterapêutico na creche e encaminhar as crianças a outros profissionais, quando necessário.
Estão certos apenas os itens
A I e III. D II e V. B I e V. E III e IV. C II e IV.
QUESTÃO 17
William, 8 anos de idade, aluno da 2.ª série de uma escola particular, foi encaminhado para avaliação fonoaudiológica por apresentar dificuldades de escrita. Conforme solicitação do fonoaudiólogo, a criança produziu espontaneamente o texto abaixo.
A respeito da produção escrita de William, julgue os itens a seguir.
| I | A forma não-convencionalde algumas palavras, como |
| “pasiano” e “resoveu”, deve-se à influência da fala | |
| sobre a escrita, comum em crianças da idade e da | |
| série de William. | |
| II | O texto possui sérios problemas de estruturação, pois |
| não apresenta os elementos constitutivos essenciais | |
| da narrativa, ou seja, começo, meio e fim. |
III Apesar da ausência de sinais de pontuação e dos problemas gramaticais e ortográficos, a manutenção da temática proposta assegura a coerência textual.
IV A grafia não-convencional de algumas palavras do texto é indicativo seguro de que a criança apresenta desvios fonético-fonológicos.
Estão certos apenas os itens
A I e II. B I e III. C II e IV. D I, III e IV E II, III e IV.
“De ne-ne-nervoso, estou até fi-fi-ficando gago” é uma frase do samba “Gago Apaixonado”, composto por Noel Rosa, que marcou época e ainda hoje é cantado por aí. De maneira bemhumorada, o autor remete a um problema de fala que tem atormentado crianças e adultos. São inúmeros os exemplos de pessoas gagas ao longo dos séculos. No passado, a gagueira era entendida como um fenômeno de natureza psicológica que não tinha tratamento. Manifestava-se na infância e acompanhava o indivíduo até a morte. Em muitos momentos, transformava-se em motivo de chacota, o que perpetuava a dificuldade e aumentava o constrangimento. Gagueira tem cura. Quanto mais precoce o tratamento, melhores serão os resultados.
Internet: <www.drauziovarella.ig.com.br>. Acesso em 27/9/2007 (com adaptações).
A partir do texto acima, extraído de uma entrevista com uma fonoaudióloga, julgue os itens a seguir.
I Independentemente da abordagem teórica que se siga, considera-se que a idéia do senso comum de que a gagueira tem origem psicológica, advinda de algum susto, trauma na infância, perda ou nascimento de familiares, não tem comprovação científica.
II Todas as teorias que buscam explicar o surgimento da gagueira são unânimes em afirmar que a gagueira é um distúrbio da infância, que tende a melhorar na adolescência e a se resolver expontaneamente na idade adulta.
III Como a gagueira é uma alteração da comunicação que, além das manifestações de disfluência, envolve componentes emocionais, seu tratamento pode consistir de uma intervenção multidisciplinar, incluindo geralmente o psicólogo e o fonoaudiólogo.
Assinale a opção correta.
A Apenas um item está certo. B Apenas os itens I e II estão certos. C Apenas os itens I e III estão certos. D Apenas os itens II e III estão certos. E Todos os itens estão certos.
Lucas é o primeiro filho de Judite e Antônio, um casal que vive em um município com pouco mais de 10.000 habitantes, a 200 km da capital do estado e com elevada taxa de natalidade. O pré-natal de Judite foi todo realizado na maternidade do município, que está preparada apenas para a realização de partos naturais. Os casos que necessitam de intervenção cirúrgica (cesariana) são levados para um município vizinho, distante cerca de 40 km, em ambulância da prefeitura. Judite relata que a gravidez foi tranqüila, porém, por volta do 6.º mês de gestação, começou a sentir contrações esporádicas, tendo o médico, então, prescrito um remédio para “segurar o bebê”, segundo ela. Ao completar 38 semanas de gestação, a medicação foi suspensa e as contrações voltaram aos poucos. Perto de completar 41 semanas, Judite foi à maternidade apresentando fortes contrações. Foi atendida por enfermeiros que suspeitaram de sofrimento fetal. Judite foi levada, ao município vizinho, onde foi submetida a uma cesariana.
Lucas nasceu com 3.090 g e 49 cm, e necessitou de cuidados neonatais especiais, pois houve eliminação de mecônio (fezes) intra-útero e ele apresentava sinais de desconforto respiratório. Após receberem os primeiros cuidados, Lucas e Judite foram transferidos para um Hospital de Referência em Saúde Materno-Infantil na capital do estado. Como Lucas teve uma grave infecção, ficando vários dias na UTI neonatal, foi medicado com antibióticos, entre outros cuidados. Na UTI neonatal, Lucas foi alimentado por meio de sonda nasoenteral e Judite afirmou que seu leite “estava secando”. A fonoaudióloga que compõe a equipe neonatal foi chamada para acompanhar o caso.
QUESTÃO 19
Assinale, entre as opções a seguir, a conduta fonoaudiológica pertinente ao trabalho com esse recémnascido.
A Aguardar a alta do médico neonatologista para iniciar a intervenção fonoaudiológica, devido ao comprometimento do quadro geral de Lucas.
B Avaliar as funções orais visando à mudança da forma de alimentação, realizar triagem auditiva e incentivar a amamentação materna e o vínculo entre mãe e bebê.
C Orientar a mãe a utilizar o banco de leite do hospital em função da grave infecção de Lucas, garantindo-se, assim, uma alimentação mais saudável para ele.
D Realizar intervenção fonoaudiológica posteriormente, pois Lucas não é prematuro, apresenta peso adequado e conseguirá utilizar as funções orais plenamente tão logo tenha alta da internação hospitalar.
E Prescrever a imediata remoção da sonda nasoenteral, uma vez que o uso dessa sonda leva à diminuição do leite materno.
O caso de Lucas evidencia problemas enfrentados pela população brasileira em decorrência de assistência inadequada nos diferentes níveis de atenção à saúde, causada por falta de profissionais e pela carência de infraestrutura e de recursos tecnológicos, especialmente em municípios distantes das capitais. Pensando em soluções que visem à regionalização dos cuidados neonatais e à minimização dos agravos e considerando a elevada taxa de natalidade do município onde a família vive, o Conselho Municipal de Saúde decidiu implementar, na Unidade Básica de Saúde, um Programa de Atendimento à Gestante, com a participação de diversos profissionais. Nesse contexto, julgue se cada item a seguir corresponde a uma ação adequada para um fonoaudiólogo inserido nessa equipe.
I Desenvolver ações voltadas ao incentivo do aleitamento materno, em função de sua importância para o desenvolvimento global do bebê, especialmente nos aspectos nutricional, afetivo, motor oral e de linguagem, bem como para a relação entre mãe e bebê.
II Desenvolver estratégias de educação em saúde, com vistas à preparação da mulher para que ela possa compreender o que se passa com o seu organismo durante a gestação, no parto e no pós-parto, para que ela possa identificar riscos, prevenir alterações e manter a sua saúde e a do bebê.
III Utilizar princípios e tecnologias apropriadas para os cuidados essenciais do recém-nascido com vistas à redução da morbidade e da mortalidade neonatais, especialmente no que concerne às técnicas de manuseio, reanimação, termorregulação, uso de incubadora, fototerapia, alimentação por gavagem, entre outros.
Com referência aos itens acima, assinale a opção correta.
A Apenas um item está certo. B Apenas os itens I e II estão certos. C Apenas os itens I e III estão certos. D Apenas os itens II e III estão certos. E Todos os itens estão certos.
QUESTÃO 21
Considere que, aos 2 anos e 6 meses de idade, Lucas retornou ao Hospital de Referência em Saúde Maternoinfantil, na capital do estado, que havia recebido a doação de um equipamento de alta tecnologia, para avaliação das otoemissões acústicas. A fonoaudióloga da Unidade Básica de Saúde recebeu o gráfico abaixo, referente ao resultado da avaliação de Lucas, sendo que o padrão de referência utilizado para definir esse teste compõe-se de:
< reprodutibilidade total (“wave repro”): maior ou igual a 50%; < reprodutibilidade de banda (“band repro”): maior ou igual a 50% em três freqüências consecutivas; < relação sinal/ruído (SNR dB): maior ou igual a 6 dB em três freqüências consecutivas; < estabilidade de estímulo (“stimulus stability”): maior ou igual a 70%.
Analisando o gráfico com base nos padrões de referência apresentados, seria correto que a fonoaudióloga, apesar da pouca intimidade com esse exame, interpretasse os resultados obtidos como
A provável perda auditiva neurossensorial, com emissões otoacústicas ausentes.
B audição normal, com emissões otoacústicas presentes.
C provável perda auditiva, com emissões otoacústicas distorcidas.
D perda auditiva condutiva, com emissões otoacústicas ausentes.
E perda auditiva neurossensorial, com falhas nas emissões otoacústicas.
Apesar de todo ser humano ter o direito de envelhecer com dignidade, o passar do tempo faz com que as condições físicas e intelectuais do indivíduo se deteriorem, aumentando a sua dependência física e a sua tendência para o isolamento e a depressão, o que pode ser agravado pelo sofrimento de doenças, pela perda de bens materiais e pelo falecimento de entes queridos. Os desafios trazidos pelo envelhecimento da população têm diversas dimensões e dificuldades, mas nada é mais justo do que garantir ao idoso a sua efetiva integração na comunidade à qual pertence. Tendo em vista o aumento da população idosa no mundo e, principalmente, no estado do Rio de Janeiro, a Assessoria de Prevenção de Acidentes e Violência (APAV), em parceria com a Assessoria de Saúde do Idoso (ASI), elaborou o folder mostrado abaixo, relativo a prevenção de acidentes, nas esferas domiciliar e extradomiciliar.
Internet: <www.saude.rj.gov.br>. Acesso em 12/10/2007 (com adaptações).
Considerando o texto da campanha voltada ao idoso, assinale a opção correta acerca da contribuição da Fonoaudiologia para um envelhecimento saudável.
A O envelhecimento populacional é, hoje, um proeminente fenômeno mundial, e o fonoaudiólogo tem papel importante na atuação em alterações de audição, entre outras, a qual, associada a problemas de visão, acentua o desequilíbrio e torna
o idoso dependente de terceiros.
B O maior problema do idoso é o isolamento social — que provoca solidão, insônia e depressão —, em cujo acompanhamento multidisciplinar a atuação fonoaudiológica com e na linguagem exerce baixo impacto.
C A disfagia apresenta alto risco para a população idosa. Nessa situação, as condutas terapêuticas são comprovadamente pouco eficazes para o acesso nutricional, em função da irreversibilidade do processo de envelhecimento.
D Cerca de 650 mil idosos são incorporados à sociedade brasileira, a cada ano, o que implica a demanda por ações de cunho essencialmente político para melhoria da qualidade de vida, já que as ações reabilitadoras têm pouca eficiência na terceira idade.
E A queda nas taxas de fecundidade e mortalidade infantil, a melhoria nas condições de saneamento e infra-estrutura básica e os avanços da medicina e da tecnologia são os principais determinantes do processo de envelhecimento no Brasil, aspectos em que a Fonoaudiologia não interfere, o que faz que sua contribuição seja apenas paliativa.
QUESTÃO 23
César terminou sua formação em Jornalismo e almeja trabalhar como repórter televisivo em uma empresa de comunicações localizada na capital do estado em que reside. Ele gravou várias reportagens feitas durante sua graduação e enviou para apreciação dos diretores dessa empresa, que, posteriormente, lhe devolveram o material com a justificativa de que seu sotaque não permitia sua contratação, pois sua fala não correspondia ao padrão que a empresa pretende estabelecer no cenário nacional. Interessado em resolver essa situação, César procurou um fonoaudiólogo, que constatou, na avaliação inicial, a presença de hiponasalidade discreta e de regionalismos típicos da sua cidade natal. Na avaliação otorrinolaringológica, o resultado foi normal.
Nessa situação hipotética, cabe ao fonoaudiólogo
I mostrar as especificidades da voz utilizada em televisão, que requer o desenvolvimento da expressividade oral e uso integrado de corpo, voz e discurso.
II explicar a César que a prioridade, no seu caso específico, é eliminar a hiponasalidade, visto que isso é o que mais compromete a inteligibilidade de sua fala.
III sugerir um trabalho específico para a suavização do sotaque de César, de forma a atender aos padrões da emissora de televisão na qual ele deseja trabalhar.
IV sugerir a César a construção de uma voz própria, além de sugerir que ele considere a opção de procurar outra emissora, caso deseje manter suas características de fala.
Estão certos apenas os itens
A I e II. B I e III. C II e IV. D I, III e IV. E II, III e IV.
Fones de ouvido podem causar perda de
Uma pesquisa americana sobre o uso de dispositivos musicais eletrônicos com fones de ouvido, como tocadores de MP3 ou de CDs, mostra que mais da metade dos estudantes do ensino médio que usam esses aparelhos apresentam algum sintoma de perda de audição.
A pesquisa, divulgada pela Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição (ASHA, na sigla em inglês), ouviu 301 adolescentes e
1.000 adultos que utilizam aparelhos musicais com fones de ouvido, sendo que 51% dos adolescentes referiram sintomas de perda de audição, contra 37% dos adultos pesquisados.
Uma proporção maior dos estudantes, em relação aos adultos, relatou ao menos três dos quatro principais sintomas da perda de audição: aumentar o volume da TV ou do rádio (28% dos estudantes contra 26% dos adultos), dizer "O que?" ou "Ãh?" durante conversas normais (29% contra 21%) e escutar zumbidos ou campainhas (17% contra 12%).
BBC - Brasil. Internet: <www.uol.com.br> (com adaptações).
Considerando o texto acima, assinale a opção correta quanto aos resultados referentes aos jovens.
A Não se pode afirmar que os jovens tenham perdas auditivas, uma vez que todos os sintomas relatados na notícia são típicos dessa faixa etária, em função das mudanças hormonais que ocorrem na mesma, que resultam em menor atenção aos sons.
B Os aparelhos musicais mencionados são um risco permanente para a audição em qualquer situação, pois os alto-falantes encontrados nos fones são colocados dentro da concha da orelha, resultando em uma proximidade perigosa com a membrana timpânica.
C Programas de conservação auditiva para os jovens na escola não são eficazes, pois esses programas são destinados especificamente à população de trabalhadores expostos ao ruído ocupacional, dentro de ambientes controlados, e os adolescentes utilizam seus aparelhos em situações variadas.
D Provavelmente os adolescentes estão utilizando seus aparelhos em volume intenso e por longos períodos, desenvolvendo perdas auditivas neurossensoriais em agudos, acompanhadas de zumbidos, por exposição a altas intensidades sonoras.
E No grupo de usuários de dispositivos musicais eletrônicos, a prevalência de perdas auditivas pode ser estabelecida utilizando-se a imitância acústica em triagens auditivas nas escolas de Ensino Básico.
QUESTÃO 25
Diego nasceu com uma fissura transforame unilateral à esquerda e, por causa disso, necessitou passar por várias intervenções cirúrgicas para seu fechamento completo. O avô paterno de Diego também apresenta o mesmo problema. Hoje, Diego tem 4 anos de idade e mora com a família em uma fazenda a 200 km de distância da cidade. Ele apresenta dores de ouvido repetidas, que são cuidadas, devido à distância da cidade, com remédios caseiros. Há uma semana, Diego reclamou de dor de ouvido e os remédios da mãe não ajudaram a eliminá-la. O pai levou a criança à UBS para consulta com o pediatra, que, notando problema na fala, a encaminhou para a fonoaudióloga. A avaliação fonoaudiológica mostrou alteração de fala com presença de trocas, omissões e distorções de fonemas, hipernasalidade de grau moderado, alteração de mordida e preferência por alimentação pastosa. Também constatou-se o fato de a criança ser muito retraída.
Nessa situação hipotética, seria correto que o plano de atendimento multiprofissional previsse
A mudança da família para a cidade, de modo a proporcionar à criança condições de realizar o tratamento para eliminação de todos os problemas decorrentes da fissura, como avaliação otorrinolaringológica e atendimento fonoaudiológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
B acompanhamento do desenvolvimento global da criança pelo pediatra, intervenção psicológica para tornar a criança mais sociável e indicação de uma professora particular que ajude na melhora da fala, considerando-se a distância entre moradia da criança e o serviço de saúde.
C monitoramento semanal da audição, medicação adequada para as otalgias, controle do desenvolvimento global da criança e reafirmação do uso de alimentação pastosa, uma vez que Diego não consegue se alimentar de sólidos.
D avaliação auditiva, orientação familiar sobre estratégias de desenvolvimento da audição, fala e voz e de manutenção da consistência alimentar usual e inserção da criança na escola.
E planejamento conjunto para o atendimento da criança, definindo-se prioridades e metas a serem atingidas, de modo a inserir de forma sistemática a criança e sua família nos serviços de saúde prestados pelo SUS.
Rubens, fonoaudiólogo de uma instituição especializada, recebeu Rafael, uma criança de 2 anos de idade, com surdo-cegueira. A família de Rafael reside em região rural, distante de centro urbano, em condições socioeconômicas precárias, sendo os pais analfabetos. Segundo a mãe, o menino consegue sentar e engatinhar, embora se choque com objetos no chão da casa, e não emite sons, com exceção de gritos e choro em situações desconfortáveis. A base de sua alimentação é mamadeira e papinhas, e Rafael passa muito tempo no berço, pois a mãe tem medo de que ele se machuque. A mãe relata ainda não saber se houve intercorrências na gravidez e não entender o que ocorreu para que ele tenha nascido com tantos problemas.
Diante dessa situação, assinale a opção correta quanto às condutas fonoaudiológicas iniciais para
o caso.
A Orientar a família a procurar avaliação médica em otorrinolaringologia, neurologia e oftalmologia para diagnóstico, e aguardar que Rafael complete 3 anos de idade, quando a criança apresentará maior compreensão de linguagem, para o início da reabilitação.
B Encaminhar Rafael para avaliação nas áreas de pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e psicologia especializadas em surdo-cegueira e, devido à sua pouca idade, propor orientação fonoaudiológica aos pais a cada 3 meses.
C Realizar avaliação audiológica e indicar prótese auditiva, pois, em função do local de moradia, a família não terá condições de seguir acompanhamento terapêutico.
D Priorizar avaliação pedagógica e inserção da criança em uma creche da rede pública, diante das condições socioeconômicas da família, com objetivo de oferecer a Rafael a oportunidade de escolarização que os pais não tiveram, além de promover sua socialização.
E Atuar de forma multidisciplinar e orientar a família em relação ao desenvolvimento global de Rafael, especialmente nos aspectos de estimulação de audição, linguagem, alimentação e socialização.
QUESTÃO 27
O Sistema Único de Saúde (SUS), implantado pela Constituição de 1988, permite a participação popular na gestão da saúde, nas diferentes instâncias decisórias. Os conselhos de saúde na sociedade brasileira fazem parte de um amplo processo de movimentação social e estão previstos institucionalmente, não dependendo, em princípio, da mobilização da população para funcionarem. Contudo, no exercício de suas funções, demandam dos cidadãos, das comunidades e das organizações envolvidas crescente capacidade para atuar politicamente. Como um profissional que trabalha com educação e promoção da saúde, o fonoaudiólogo deve adotar, como forma de participação popular, o controle social, que
A é uma estratégia para levar a comunidade a aprovar aquilo que os profissionais em saúde acham importante.
B se refere ao produto de um exercício independente da compreensão da realidade local e do reconhecimento das informações disponíveis.
C representa uma instância para o povo reconhecer a própria realidade, refletir coletivamente e buscar alternativas de vida.
D só pode ser legitimado quando há participação de cidadãos com nível educacional superior, por terem maiores possibilidades de decisão.
E exige dos integrantes dos movimentos sociais que fiquem à disposição dos profissionais de saúde nas tentativas de resolução dos problemas locais.
QUESTÃO 28
Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice brasileiro de mortalidade infantil (de 0 a 5 anos) caiu de 53,7 para 28,7 a cada mil nascidos vivos, entre 1990 e 2005. De acordo com a Coordenadora da Secretaria de Vigilância em Saúde, “a redução expressiva se deve, principalmente, a três fatores: melhora no nível de escolaridade das mães — principal deles —, Programa de Saúde da Família — em segundo lugar — e expansão do saneamento básico no país.”
O Estado de São Paulo, 13/9/2007 (com adaptações).
Na hipótese da inserção do fonoaudiólogo no Programa de Saúde da Família, em projetos que visem reduzir a mortalidade infantil, caberia a esse profissional responsabilizar-se por
I visitas domiciliares, ações de educação em saúde e tomadas de decisão que envolvam situações-problema na área fonoaudiológica relacionadas à mortalidade infantil.
II visita profissional aos recém-nascidos nas maternidades, gerenciamento dos dados epidemiológicos e prognóstico quanto à mortalidade infantil.
III orientação às gestantes em domicílio e desenvolvimento de ações de prevenção nas Unidades de Saúde da Família.
Assinale a opção correta.
A Apenas um item está certo. B Apenas os itens I e II estão certos. C Apenas os itens I e III estão certos. D Apenas os itens II e III estão certos. E Todos os itens estão certos.
Matheus, um jovem surdo de 16 anos de idade, pretende começar a trabalhar quando completar 18 anos. Ele estuda em uma escola com proposta de educação inclusiva.
Nessa situação, assinale a opção correta quanto à atuação do fonoaudiólogo que integra a equipe multidisciplinar dessa escola no sentido de viabilizar os planos de Matheus.
A Orientar Matheus a escolher profissões que não dependam da comunicação, pois, como surdo, ele tem limitações permanentes que o impedem de se comunicar.
B Abster-se dessa questão de inserção profissional do jovem, uma vez que o fonoaudiólogo inserido na equipe escolar deve se restringir às questões educacionais.
C Propor um programa intensivo de treinamento dos padrões de fala e de leitura orofacial, pois ser oralizado é uma das exigências para que Matheus consiga colocação de trabalho.
D Propor, conjuntamente com os demais profissionais, a partir da história de vida do jovem, demanda da família e possibilidades de trabalho, estratégias comunicativas e de experiências sociais no contexto da escola.
E Requisitar do psicólogo que integra a equipe multidisciplinar que realize um teste de orientação vocacional com Matheus e, a partir dos resultados desse teste, selecionar, por Matheus, as empresas em ele possa trabalhar.
QUESTÃO 30
Em uma cidade pequena, uma das escolas de ensino fundamental recebeu, entre vários pedidos de matrícula para a primeira série, os de dois alunos com surdez neurossensorial bilateral de grau profundo. Um deles é filho de mãe surda e é usuário de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS); o outro é filho de uma família de ouvintes, recebeu recentemente próteses auditivas e faz leitura orofacial. Diante dessa situação, a escola procurou a orientação de um fonoaudiólogo da prefeitura da cidade.
Em relação às providências indicadas para a inclusão desses alunos, assinale a opção correta.
A Colocar os dois alunos em uma classe especial, separados dos demais estudantes, para receberem tratamento especial.
B Colocar os dois alunos em classes separadas, com um professor regular, dispensando-se a contratação de intérprete de LIBRAS, já que o professor trabalhará apenas com um desses alunos de cada vez.
C Garantir a presença de um intérprete de LIBRAS na sala para os dois alunos para que não fiquem privados da companhia dos colegas ouvintes.
D Recusar o pedido de matrícula de ambos, uma vez que a escola é pequena e contratar um intérprete de LIBRAS apenas para dois alunos seria muito dispendioso.
E Aceitar a matrícula do aluno com prótese auditiva e recusar a matrícula do usuário de LIBRAS, pois a escola não teria condições de contratar um intérprete.
QUESTÃO 31
Pedro, João, Daniel e Paulo estão na faixa etária de 6 a 8 anos de idade e apresentam disfonia devido a fonotrauma. O exame laringoscópico mostrou nódulos vocais. Cada criança iniciou fonoterapia com Júlia, fonoaudióloga clínica. Após três meses de atendimento individual, ela observou que a evolução das crianças não era satisfatória. Pedro e Paulo não se interessavam pelos exercícios vocais propostos; João faltava às sessões e Daniel continuava gritando em casa e na escola. Júlia, preocupada com a pequena evolução dos casos, decidiu constituir um grupo terapêutico com as crianças como alternativa para resolver essa questão.
Considerando a situação hipotética acima, assinale a opção correta.
A O atendimento em grupo, ainda que atualmente mais valorizado que o atendimento individual, induz à perda de qualidade da intervenção porque o fonoaudiólogo tem que dividir sua atenção entre os sujeitos integrantes do grupo.
B O grupo promove a socialização entre as crianças, mas tem pouca resolutividade para conscientizá-las quanto aos cuidados vocais necessários ao sucesso terapêutico.
C O grupo potencializa a participação das crianças nas atividades terapêuticas, promove o trabalho cooperativo entre os membros e a resolução de problemas no sentido de favorecer o uso saudável da voz.
D A opção pelo atendimento em grupo tem como principal justificativa o aumento dos rendimentos profissionais advindo da ampliação do número de vagas para novos casos.
E Grupos com mais de duas crianças comprometem a eficácia do trabalho, portanto Júlia deveria criar dois grupos, considerando a idade e a personalidade das crianças.
Um fonoaudiólogo foi contratado para trabalhar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) por 20 horas semanais. Recebeu, logo no primeiro dia, uma lista de espera de 80 pessoas, entre crianças e adultos, encaminhados para avaliação fonoaudiológica por outros profissionais da unidade. Além disso, a chefe da UBS apresentou a demanda das escolas da área de abrangência, que várias vezes haviam solicitado a presença de um fonoaudiólogo em função da grande incidência de crianças com problemas de fala e de escrita. Havia também queixa das funcionárias da recepção de não terem clareza acerca do papel do fonoaudiólogo na unidade.
Diante dessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta as ações prioritárias do fonoaudiólogo nesse momento inicial de organização do seu serviço na UBS.
A Realizar atendimento terapêutico individual com as crianças da lista de espera, para agilizar o atendimento e poder dar conta da demanda das escolas.
B Priorizar triagens fonoaudiológicas nas escolas para ter mais pacientes e, conseqüentemente, maior opção para a formação de grupos terapêuticos na UBS e na escola.
C Convocar as pessoas da lista de espera interessadas no atendimento fonoaudiológico para acolhimento inicial e dividi-las em grupos, independentemente das necessidades dos sujeitos.
D Treinar os funcionários, uma vez que eles são a porta de entrada do serviço, a realizar a triagem dos pacientes de fonoaudiologia para diminuir a lista de espera.
E Distribuir a sua carga horária de modo a cobrir a demanda de pacientes com atendimentos em grupos criteriosamente estabelecidos, de acordo com a necessidade dos pacientes, desenvolver ações educativas na unidade e promover ações extramuros para atender as escolas.
QUESTÃO 33
Os fonoaudiólogos do Programa de Triagem Auditiva Neonatal de uma maternidade pública realizaram uma pesquisa para levantar a prevalência de alterações auditivas em neonatos sem risco para perda auditiva. O trabalho foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do hospital e aprovado, e todos os procedimentos éticos previstos pela Resolução 196/96 do CONEP foram seguidos.
Durante dois anos, foram avaliados 2.500 neonatos, entre os quais 175 não passaram na triagem com o teste de otoemissões acústicas (OEA). Dos 175, 28 não passaram quando submetidos novamente a esse teste e foram, então, encaminhados para o exame de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE / BERA). Nesse último grupo, foram detectadas 15 crianças com surdez neurossensorial bilateral.
A respeito dos cuidados metodológicos que precisam ser tomados em pesquisas como a apresentada na situação acima, julgue os itens a seguir.
I Solicitar autorização da chefia da Maternidade e anuência dos pais dos neonatos por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
II Realizar medidas de proteção e confiabilidade dos dados por meio da garantia do sigilo da identidade dos sujeitos e dos resultados obtidos na pesquisa.
III Cobrar das famílias uma taxa correspondente aos procedimentos do exame, para realização da pesquisa.
Assinale a opção correta, relativa aos itens acima.
A Apenas um item está certo. B Apenas os itens I e II estão certos. C Apenas os itens I e III estão certos. D Apenas os itens II e III estão certos. E Todos os itens estão certos.
Cinira, aos 27 anos de idade, teve um aneurisma e precisou ser operada. Permaneceu em coma por alguns dias e, como seqüela, apresentou afasia global e hemiparesia leve à direita, porém manteve-se independente para as atividades de vida diária. A mãe relata que Cinira iniciou atendimento fonoaudiológico individual em um ambulatório de especialidades. Segundo a mãe, Cinira mostrava-se muito deprimida e nervosa. Durante o atendimento, constatou-se que Cinira apresentava dificuldades na oralidade, expressas pelo uso de palavras isoladas, gestos e mímicas, além de estereotipias verbais, como "ai, meu Deus". Na linguagem escrita, seu desempenho era inconsistente, embora tivesse formação universitária. Após um ano de terapia fonoaudiológica, Cinira descrevia fatos e situações do cotidiano, porém, necessitava do prompting (pistas auditivas e visuais) para eliciar a fala e manifestava tendência a se manter isolada. Diante desse contexto, a fonoaudióloga optou pelo atendimento terapêutico em grupo com mais 3 sujeitos afásicos.
No grupo, iniciou-se um trabalho com Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA), pois, ao ver a prancha de comunicação de outro paciente, ela demonstrou grande interesse. A mudança na forma de atendimento mostrou-se benéfica para ela, que, após a introdução da CSA, passou a utilizar mais a oralidade, a apresentar maior organização de linguagem e mudanças na escrita. Passou a fazer comentários e a demonstrar compreensão de alguns dos textos lidos (revistas, matérias de jornais, receitas culinárias, músicas etc.).
A partir do relato hipotético acerca do atendimento terapêutico de Cinira, é correto afirmar que
A a qualidade de vida do sujeito, após o episódio neurológico, é proporcional à intensidade do impacto da afasia sobre ele, o que não compromete a evolução da terapia fonoaudiológica, como se observa no caso de Cinira.
B a opção da fonoaudióloga de mudar Cinira para o grupo terapêutico fonoaudiológico justifica-se pela necessidade de dar conta da demanda de afásicos da sua lista de espera, como comumente ocorre nos atendimentos na área de Saúde Pública, não havendo justificativa terapêutica para essa mudança.
C a fonoaudióloga não deveria utilizar recursos da CSA com Cinira, pois a paciente, mesmo utilizando apenas palavras isoladas, é falante, e a literatura especializada indica que o uso da CSA inibe a fala e só é recomendável para pessoas não oralizadas.
D há referências na literatura de trabalhos em grupo com afásicos desde o período pós-guerra mundial, e tais referências evidenciam o quanto essa forma de trabalho favorece a interação verbal e social, conforme ocorreu com Cinira no grupo terapêutico fonoaudiológico.
E as variações no desempenho de escrita de Cinira não decorrem do modo como ela reage à sua afasia e lida com essa situação.
QUESTÃO 35
Uma empresa de prestação de serviços na área de manejo de materiais tóxicos segue a política nacional para integração de pessoas portadoras de deficiência. Osmar, funcionário contratado por essa empresa por possuir as qualificações técnicas necessárias para nela atuar, apresenta a avaliação audiológica representada nos gráficos abaixo.
Durante as atividades de campo,o funcionário, mesmo utilizando próteses auditivas bem adaptadas, em ambas as orelhas, não consegue se comunicar com os demais membros da equipe em função das máscaras utilizadas nesse tipo de serviço.
Diante desse problema, foi solicitada uma orientação fonoaudiológica para que o funcionário pudesse se comunicar com a equipe nas atividades de campo, considerando que todos devem utilizar os equipamentos de proteção individual recomendados, incluindo as máscaras citadas.
No caso hipotético descrito acima, o fonoaudiólogo consultado deveria recomendar
A a utilização de recursos visuais ou gestuais pela equipe durante o trabalho, pois Osmar apresenta dificuldade de compreensão da fala sem leitura orofacial, mesmo com próteses auditivas bem adaptadas.
B a reavaliação e a troca das próteses auditivas de Osmar, pois, com certeza, em função das dificuldades apresentadas, as mesmas não se encontram com o máximo rendimento possível.
C a abolição do uso das máscaras pela equipe, pois Osmar não pode compreender totalmente a fala sem a leitura orofacial, mesmo com próteses auditivas bem adaptadas.
D a demissão do funcionário, pois não há possibilidade de comunicação para Osmar na função descrita.
E a mudança nos contratos da empresa, para que deixe de assumir serviços que exijam o uso de máscaras, porque,tendo admitido Osmar como funcionário,ela se torna responsável pelo seu bem-estar.
Renata, fonoaudióloga formada há 18 anos, com larga experiência em neurologia e gerenciamento de diferentes serviços públicos e privados, foi convidada para organizar o Setor de Fonoaudiologia de um hospital de referência em neurologia, que é responsável pelo atendimento de pacientes de diferentes faixas etárias. Sob sua chefia imediata respondem 3 fonoaudiólogos, 2 estagiários de fonoaudiologia, uma auxiliar de enfermagem e um auxiliar administrativo. O setor possui um arquivo próprio com os prontuários dos pacientes. Para a organização do mesmo, Renata realizou reuniões com o grupo visando à integração da equipe, ao diagnóstico da situação e à discussão acerca da organização do serviço.
QUESTÃO 36
Considere que um dos primeiros temas abordados em reunião por Renata e sua equipe tenha sido as questões éticas relativas aos prontuários dos pacientes. A partir da situação hipotética proposta acima e com referência às recomendações a serem feitas, segundo o Código de Ética da Fonoaudiologia para garantia do sigilo, julgue os itens a seguir.
I Os prontuários devem permanecer em arquivo próprio, em espaço reservado, fechados a chave e com acesso restrito aos profissionais do setor. Para tanto, o controle de retirada/devolução dos prontuários deverá ser feito pelo auxiliar administrativo.
II Os estagiários que compõem a equipe poderão retirar os prontuários do hospital para estudo de caso, devendo devolvê-los em perfeito estado de conservação e com a máxima brevidade possível.
III A equipe, inclusive os estagiários, deve ser orientada para que todos guardem sigilo sobre fatos que tenham ocorrido com os pacientes e(ou) com os outros profissionais durante as intervenções.
Assinale a opção correta.
A Apenas um item está certo. B Apenas os itens I e II estão certos. C Apenas os itens I e III estão certos. D Apenas os itens II e III estão certos. E Todos os itens estão certos.
QUESTÃO 37
Para a gestão do serviço, Renata deve observar disposições do Código de Ética da Fonoaudiologia. Com referência às providências a serem tomadas pelo fonoaudiólogo nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
I Renata deve exercer a atividade de forma plena, utilizando os conhecimentos e recursos necessários para promover o bem-estar do cliente e da comunidade. Nesse sentido, sua larga experiência em outros serviços poderá ser importante para garantir o bom funcionamento do setor.
II Resguardada pela sua posição de chefia, Renata pode alterar a conduta fonoaudiológica de seus colegas caso não concorde com ela.
III Quando estiver ausente por compromissos administrativos, Renata deve solicitar que os fonoaudiólogos da equipe assinem em seu lugar os procedimentos de sua responsabilidade.
IV Para preservar os pacientes sob sua responsabilidade, Renata deve impedir que os colegas utilizem as instalações e demais recursos do setor que está sob sua chefia para o desenvolvimento de pesquisas, mesmos as aprovadas pelo Comitê de Ética do Hospital.
Assinale a opção correta.
A Apenas um item está certo. B Apenas os itens I e II estão certos. C Apenas os itens I e IV estão certos. D Apenas os itens II e III estão certos. E Apenas os itens III e IV estão certos.
Kelly e João foram aprovados em um concurso público para o cargo de fonoaudiólogo em uma cidade de 17.000 habitantes, cuja economia básica é a indústria metalúrgica. O município conta com um hospital, 3 Unidades Básicas de Saúde e um Centro de Referência da Saúde do Trabalhador, 3 creches e 8 escolas nas redes municipal e estadual de ensino. Outros profissionais, como psicólogos, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros e odontólogos, também foram contratados. O secretário municipal de saúde avalia que a situação da saúde é precária e quer oferecer um serviço de qualidade à população, subsidiado pelos princípios do Sistema Único de Saúde. Para tanto, fez uma reunião conjunta com todos os profissionais recém-contratados para esclarecer que, até o momento, não havia estudo de identificação das demandas da população e solicitou aos mesmos que elaborassem um plano de ação para atenção integral e promoção da saúde dos munícipes.
Descreva quatro propostas na área de Fonoaudiologia, duas para a área de saúde e duas para a área de educação, que sejam viáveis para Kelly e João executarem e que possam integrar o plano de ação solicitado, considerando os recursos existentes e as condições socioeconômicas da cidade.
| Propostas para a área de educação | Propostas para a área de saúde | ||
|---|---|---|---|
| 1 – | 1 – | ||
| 2 – | 2 – | ||
Maria, uma fonoaudióloga recém-graduada, enfrenta dificuldades para se inserir no mercado de trabalho. Buscando uma oportunidade para adquirir mais experiência, pediu a um parente médico, que é diretor de um hospital público, para realizar um estágio não-remunerado. O hospital não possuía serviço de fonoaudiologia, mas Maria achou que seria uma boa oportunidade para conhecer profissionais de áreas afins e, quem sabe, conseguir ser, posteriormente, efetivada como fonoaudióloga do hospital.
Diante da situação hipotética apresentada, faça o que se pede a seguir.
a) Analise a conduta ético-profissional de Maria no que diz respeito à forma de acesso ao hospital por indicação de parente. Justifique sua resposta.
(valor: 5,0 pontos)
| 1 | |
|---|---|
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| 3 | |
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| 5 | |
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| 9 | |
| 10 |
b) Considere que Maria comece a trabalhar no hospital, atendendo pacientes no ambulatório e no leito. Nessa situação indique duas medidas de precaução padrão em biossegurança que ela deve seguir.
(valor: 5,0 pontos)
| 1 | |
|---|---|
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| 3 | |
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| 9 | |
| 10 |
Sandro, primeiro filho de um casal não consangüíneo, nasceu nas seguintes condições: gestação a termo, pequeno para a idade gestacional, anóxia neonatal (Apgar no primeiro minuto de 2 e no quinto minuto de 3) e necessitou de ventilação mecânica por 15 dias. Quando a criança estava com 8 meses de idade, a mãe procurou por atendimento fonoaudiológico no Posto de Saúde próximo de sua casa por encaminhamento do pediatra dessa unidade. A queixa da mãe era de que a criança não produzia sons, nem reagia a sons de média e forte intensidade além de apresentar dificuldades em aceitar papinha de legumes e frutas amassadas.
Diante dessa situação hipotética, discorra acerca de três itens necessários para a avaliação fonoaudiológica de Sandro e de quatro encaminhamentos e exames complementares para esclarecimento diagnóstico e de conduta do caso.
(valor: 6,0 pontos — 2,0 pontos por item)
| Avaliação |
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| 1 – |
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| 3 – |
(valor: 4,0 pontos — 1,0 ponto por item)
| Encaminhamentos e exames complementares |
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| 4 – |
As questões abaixo visam levantar sua opinião sobre a qualidade e a adequação da prova que você acabou de realizar. Assinale as alternativas correspondentes à sua opinião, nos espaços próprios do Caderno de Respostas. Agradecemos sua colaboração.
QUESTÃO 41
Qual o grau de dificuldade desta prova na parte de Formação Geral?
A Muito fácil. B Fácil. C Médio. D Difícil. E Muito difícil.
QUESTÃO 42
Qual o grau de dificuldade desta prova na parte de Componente Específico?
A Muito fácil. B Fácil. C Médio. D Difícil. E Muito difícil.
QUESTÃO 43
Considerando a extensão da prova, em relação ao tempo total, você considera que a prova foi
A muito longa. B longa. C adequada. D curta. E muito curta.
QUESTÃO 44
Os enunciados das questões da prova na parte de Formação Geral estavam claros e objetivos?
A Sim, todos. B Sim, a maioria. C Apenas cerca da metade. D Poucos. E Não, nenhum.
QUESTÃO 45
Os enunciados das questões da prova na parte de Componente Específico estavam claros e objetivos?
A Sim, todos. B Sim, a maioria. C Apenas cerca da metade. D Poucos. E Não, nenhum.
QUESTÃO 46
As informações/instruções fornecidas para a resolução das questões foram suficientes para resolvê-las?
A Sim, até excessivas. B Sim, em todas elas. C Sim, na maioria delas. D Sim, somente em algumas. E Não, em nenhuma delas.
QUESTÃO 47
Você se deparou com alguma dificuldade ao responder à prova. Qual?
A Desconhecimento do conteúdo. B Forma diferente de abordagem do conteúdo. C Espaço insuficiente para responder às questões. D Falta de motivação para fazer a prova. E Não tive qualquer tipo de dificuldade para responder à prova.
QUESTÃO 48
Considerando apenas as questões objetivas da prova, você percebeu que
A não estudou ainda a maioria desses conteúdos.
B estudou alguns desses conteúdos, mas não os aprendeu. C estudou a maioria desses conteúdos, mas não os aprendeu. D estudou e aprendeu muitos desses conteúdos. E estudou e aprendeu todos esses conteúdos.
QUESTÃO 49
Qual foi o tempo gasto por você para concluir a prova?
A Menos de uma hora. B Entre uma e duas horas. C Entre duas e três horas. D Entre três e quatro horas. E Quatro horas e não consegui terminar.