Vivemos em espaços... vivemos os espaços. Refletir sobre a necessidade de preservação, seja do mundo que nos cerca, seja do interior de cada um de nós, é o que desejamos ao propor, nesta prova, o tema O Homem e seus Espaços... porque, afinal, queiramos ou não, apesar das fronteiras e clausuras, nada mais humano do que a vocação para os espaços abertos e para os cenários que não se completam...
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 01 A 05.
| No oitavo dia sentimos que tudo conspirava contra | 35 | compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível, | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| nós. Que importa a uma grande cidade que haja um | como um lento bailado. | ||||||||||||||
| 5 | apartamento fechado em alguns de seus milhares de edifícios; que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? | 40 | Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? | ||||||||||||
| Entretanto a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar. O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar; e assim três, quatro vezes sucessivas. 10 | 45 | Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos. Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele | |||||||||||||
| Alguém vinha | e | apertava | a | campainha; esperava; | movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos | ||||||||||
| apertava outra vez; experimentava | a | maçaneta da | irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma | ||||||||||||
| porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais15 | sensação dolorosa no estômago. | ||||||||||||||
| forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro. Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante.20 | 50 | Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos. O homem fez um grande embrulho de jornal; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. | |||||||||||||
| Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha. Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado, de frente para a janela por onde se filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. 25 30 | 55 60 | E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre acabara; alguém viera e batera à porta, e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo o recibo de uma carta registrada, e quando o telefone bateu foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isso num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há | |||||||||||||
| Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma | 65 | muito tempo não os via assim, em plena luz), um | |||||||||||||
| voz, | nossos | gestos | eram | parecidos | e | integrados, | olhar de apelo e de tristeza onde entretanto ainda | ||||||||
| como se o amor fosse um longo ensaio para que | havia uma inútil, resignada esperança. | ||||||||||||||
| um movimento chamasse outro: inconscientemente | |||||||||||||||
rubem braga www. releituras. com
questão 01
O título do texto de Rubem Braga é o prenúncio de uma idéia de separação que percorre a narrativa. Essa idéia é percebida pelos personagens por meio do seguinte elemento:
questão 02
Os tempos pretéritos utilizados no texto desempenham diferentes funções na construção do discurso narrativo. A função do tempo pretérito sublinhado nos fragmentos abaixo encontra-se corretamente definida em:
questão 03
Figuras de linguagem – por meio dos mais diferentes mecanismos – ampliam o significado de palavras e expressões, conferindo novos sentidos ao texto em que são usadas.
A alternativa que apresenta uma figura de linguagem construída a partir da equivalência entre um todo e uma de suas partes é:
(A) “que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho?”
(l. 5-7)
questão 04
Na estruturação dos períodos, existem elementos que, ao se referirem a palavras e expressões já mencionadas, contribuem para a coesão textual da narrativa.
Um desses elementos coesivos encontra-se adequadamente destacado no seguinte fragmento:
questão 05
O espaço exterior ao apartamento é tratado como um elemento de oposição aos amantes. Essa idéia não é percebida na seguinte passagem do texto:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 06 A 09.
Foi no Rio. Eu passava na Avenida quase meia-noite. Bicos de seio batiam nos bicos de luz estrelas inumeráveis. Havia a promessa do mar
5 e bondes tilintavam, abafando o calor que soprava no vento e o vento vinha de Minas.
Meus paralíticos sonhos desgosto de viver
10 (a vida para mim é vontade de morrer) faziam de mim homem-realejo imperturbavelmente na Galeria Cruzeiro quente quente e como não conhecia ninguém a não ser o doce vento mineiro, nenhuma vontade de beber, eu disse: Acabemos com isso.
15 Mas tremia na cidade uma fascinação casas compridas autos abertos correndo caminho do mar voluptuosidade errante do calor mil presentes da vida aos homens indiferentes, que meu coração bateu forte, meus olhos inúteis choraram.
20 O mar batia em meu peito, já não batia no cais. A rua acabou, quede as árvores? a cidade sou eu a cidade sou eu sou eu a cidade meu amor.
carlos drummond de andrade
moriconi, italo (org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. rio de Janeiro: objetiva, 2001.
questão 06
O título Coração numeroso expressa o vínculo final do eu lírico tanto com o Rio de Janeiro quanto com Minas Gerais. Em relação a esses lugares, o título revela a seguinte atitude do eu lírico:
questão 07
O poema de Drummond pode ser dividido em duas partes em que se manifestam sentimentos de exclusão e de identificação em relação ao Rio de Janeiro.
O verso que demarca a mudança de sentimento do eu lírico é:
questão 08
Minas Gerais é um espaço privilegiado de lembrança no poema. A relação de pertencimento que o eu lírico estabelece com tal espaço está sintetizada em:
questão 09
O discurso poético se caracteriza pelo uso de recursos que abrem ao leitor a possibilidade de múltiplas interpretações.
A dupla possibilidade de leitura de uma mesma palavra é o recurso que provoca essa multiplicidade em:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 10 A 13.
Uma esperança entrou em meu quarto. Trouxeram-terrestre, em vitória neste mundo, em recuperação me o pequeno corpo vegetal, quase imobilizado pelo floral, em sol, em leite, em campo, em olhos, em mel, medo, como se fosse um sinal de próxima vitória em estradas, em encontros julgados já impossíveis minha. Pedi que devolvessem a “esperança” ao seu e que inesperadamente se realizam, quando tudo
5 meio, que a salvassem imediatamente. Depois, fechei 35 convidava a desesperar. os olhos e revi o mundo de esperanças que me veio Meu Deus -a “esperança” me chamou a atençãoacompanhando da infância até aqui: os relvados de para o mundo terrestre, mas não para o reino em outrora, e o reino de grilos, das “esperanças”, dos que vivi até agora e onde acabei apenas existindo,louva-a-deus. Sobre o meu peito se estendeu uma vergado pelo tédio, pelo “já visto”, pelo desgosto de
10 espécie de campo verde, longo, contínuo. Tive a 40 mim mesmo e dos outros. A “esperança” trouxe-me sensação de que fora sempre uma árvore e que me a imagem de dias verdes e leves, das coisas tocadas percorriam pequenos corpos vegetais.
pela poesia. O olhar de sono depois das vindimas2; as
(...) mãos álacres3 e febris; o riso das malícias inocentes. Oh! Este mundo é o mundo em que habito, mas não é
Começo a brincar com a palavra esperança. “Já não é 45 mais o meu mundo.
mais a hora de esperança”, digo-me eu. “Esperança em
15 quê?” Ouço então uma voz que me diz: “Encontrarás, Uma pálpebra longa e dolorosa começa a cerrar-se do outro lado da Terra, uma grande e amena extensão por sobre todas as coisas belas, primaveris. Através relvada, onde poderás dormir com a tranqüilidade das janelas fechadas entra um fio de sol de fim de que nunca encontraste aqui. As ‘esperanças’ velarão tarde. Quem bate no peito e reza no coro de vozes pelo teu sono e pelo ritmo de todas as coisas. Quando 50 longas? É o vento, é a noite, é a montanha habitada
20 se acaba o mundo de desesperanças, se inicia o pelos espíritos. A pequena “esperança” é o contrário tempo das esperanças. Não demores em dormir o teu de tudo isso. É o espírito inocente. É a pequena vida. sono final. Não insistas em ficar pensando insone. É o sorriso. É tudo ou nada. Do outro lado há um sono, como um pálio1 aberto.
De quando em quando, antigamente, achávamos uma Dorme-se quando se espera, quando há esperança; 55 “esperança” parecida com o pedaço de uma folha de
25 ou quando a vida se tornou idêntica à própria morte, árvore. Leve, disfarçada, quieta, dissimulada. “Esse e as ‘esperanças’ bóiam nas águas estagnadas e são bicho é um louva-a-deus. E de parreira...”
corpos defuntos conduzidos ao léu, ao capricho dos ventos espessos”. Agora veio a sombra. Mas a esperança está cantando. Deus meu, que voz triste essa que me convida a viver!
Mas a “esperança” que entrou no meu quarto 30 falou-me também com insistência, em presença
augusto frederico schmidt
mey, letícia et al. (org.).Saudade de mim mesmo: uma antologia da prosa de Augusto Frederico Schmidt. são Paulo: globo, 2006.
Vocabulário: 1pálio – manto 2vindimas – colheitas das uvas
3álacres – entusiasmadas, alegres
questão 10
Para o enunciador, a falta de esperança relaciona-se à descrença no mundo: “Já não é mais a hora de esperança”, digo-me eu. (l. 13-14)
O fim dessa descrença está associado, no texto, à idéia de:
questão 11
No segundo parágrafo do texto, a narrativa traz o ponto de vista de uma outra voz, diferente da do narrador. O objetivo da utilização desse recurso é:
questão 12
Ao longo da narrativa, cria-se um jogo entre os diferentes significados da palavra esperança. Com esse jogo, produz-se um efeito de duplo sentido no seguinte fragmento:
questão 13
Não insistas em ficar pensando insone. Do outro lado há um sono, como um pálio aberto. (l. 22-23) No fragmento acima, as duas sentenças, embora separadas apenas por ponto, mantêm entre si um vínculo lógico. Esse vínculo pode ser caracterizado como:
COM BASE NA IMAGEM E NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 14 E 15.
Num remoto confim do Universo, existe um grupo de planetas que vive como uma verdadeira família. Nossa história gira toda em torno do Sr. Terra. (...) Dono de personalidade polêmica, questionadora, e politicamente incorreto, é o único com uma intensa vida interior. Lua, sua eterna companheira, acompanha-o por todo canto, partilhando dúvidas e incertezas.
questão 14
Os elementos não-verbais, nas histórias em quadrinhos, estão carregados de valor semântico.
A presença de linhas que unem os balões, no segundo e terceiro quadrinhos, apontando para o infinito, é indicativa da:
questão 15
No quadrinho final, a fala do Sr. Terra se justifica pela analogia entre o personagem e o nosso planeta. A caracterização desse personagem se relaciona com:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 16 A 19.
Años atrás, la revista “Times” publicó un reportaje de portada titulado “Salvemos al Planeta Tierra”. Me pareció un título presuntuoso y que inducía a un error. Lo que está en riesgo no es el planeta Tierra, 5 que en sus cuatro mil 600 millones de años de vida ha resistido todo tipo de catástrofes y amenazas: meteoritos, glaciaciones, terremotos, calentamientos, diluvios, etcétera. Lo que realmente está en peligro es la supervivencia del ser humano, que todavía no 10 cumple dos millones de años de existencia, y desde ese punto de vista, es un recién llegado. De hecho, casi el 99% de las especies que alguna vez han existido ya no están. La pregunta es si el hombre se va a incorporar a esa inmensa mayoría que no supo o
15 no pudo sobrevivir.
Es cierto que a primera vista la evidencia sobre los efectos del calentamiento global parece confusa. Existen visiones optimistas que llaman a no preocuparse y otras que anuncian tiempos de
20 catástrofes sin perjuicio de los intereses creados que subsisten detrás de ellas. Sin embargo, un estudio más sereno y objetivo permite separar la paja del trigo.
El informe del Panel Intergubernamental de Cambio Climático (IPCC), preparado por 180 científicos y 25 revisado por más de 2.000, presentado en enero de este año en París, permite arrojar mayores luces y mejor evidencia: desde la Revolución Industrial y acelerándose en los últimos 30 años, la temperatura promedio del aire y del mar se ha incrementado y se 30 han agravado las olas de calor. De hecho, 11 de los últimos 12 años se ubicaron entre los más cálidos desde 1850. Han disminuido las capas de nieve e hielo y ha aumentado el nivel del mar. Ha cambiado el régimen de lluvias, generando mayores inundaciones, sequías
Nota: IPCC: Intergovernmental Panel on Climate Change
35 y huracanes. Y, lo más grave, es que las más serias proyecciones futuras indican que estos peligrosos fenómenos tendrán a agravarse durante este siglo, generando severas y dañinas consecuencias para la vida humana.
40 Hecha esta constatación, dramáticamente confirmada por la segunda parte del informe del IPCC y que demuestra que el 50% de América Latina se verá gravemente afectada por el calentamiento global, cabe hacerse algunas preguntas. ¿Es esto un fenómeno
45 natural o es producto de la acción del hombre? Si el hombre es responsable, ¿cuáles son las acciones humanas que provocan o agravan el problema? ¿Quiénes son los principales responsables? ¿Cuáles serán las consecuencias? ¿Qué podemos hacer para
50 evitar o mitigar esta amenaza?
El informe del Panel Intergubernamental de Cambio Climático antes citado sube de 66 a 90% la probabilidad de que el principal causante sea el hombre, e identificó a los gases invernadero (quema
55 de combustibles fósiles) y al cambio de uso del suelo (deforestación) como los principales villanos.
Es indudable que la conducta humana en los últimos 30 años ha sido irresponsable y temeraria, y que llegó el tiempo de corregir los errores, enmendar 60 rumbo y recuperar el tiempo perdido. Después de todo, la Tierra y la naturaleza son un don de Dios y debiéramos considerarlo no una herencia de nuestros padres, sino un préstamo de nuestros hijos. Ellos no tienen por qué conocer las cordilleras nevadas, los 65 glaciares, los bosques nativos, los ríos cristalinos o los osos polares solamente en los libros de historia. Y esto es una enorme responsabilidad de aquí y ahora.
sebastiÁn PiÑera
http://editorial.elmercurio.com
questão 16
Calentamiento global: mitos y realidades
En este título se percibe una oposición de sentidos. Esta misma oposición también se puede constatar en el siguiente fragmento:
(l. 18-20)
(D) “un estudio más sereno y objetivo permite separar la paja del trigo.” (l. 21-22)
questão 17
El autor hace una crítica al título de un reportaje de la revista Times. Para fundamentar su crítica, el autor utiliza el siguiente argumento:
questão 18
El autor explicita que el IPCC fue preparado y revisado por innúmeros científicos. Esta información tiene por finalidad atribuir al documento, principalmente, la siguiente característica:
questão 19
Tras leer el último párrafo, percibimos que herencia y préstamo se presentan como términos antagónicos en el tema del planeta.
A partir de lo leído, si se compara el planeta a una vivenda, se puede afirmar que ésta se caracteriza como:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 20 E 21.
Cuenta el abuelo que de niño La tierra está a punto de Él jugó Partirse en dos Entre árboles y risas y alcatraces de color 20 El cielo ya se ha roto, ya se ha roto Recuerda un río transparente sin olor, El llanto gris
5 Donde abundaban peces, no sufrían La mar vomita ríos de aceite Ni un dolor Sin cesar Cuenta el abuelo de un cielo Y hoy me pregunté después de Muy azul, 25 Tanta destrucción En donde voló papalotes que él ¿Dónde diablos jugarán los pobres nenes?
10 Mismo construyó ¿En dónde jugarán? El tiempo pasó y nuestro viejo ya murió Se está partiendo el mundo Y hoy me pregunté después de tanta Ya no hay lugar Destrucción ¿Dónde diablos jugarán los pobres niños?
15 ¿En dónde jugarán?
manÁ
Se está pudriendo el mundo
www.letrasmania.com
Ya no hay lugar
questão 20
El texto llama la atención para problemas existentes en el planeta. De los problemas apuntados, el autor recalca más fuertemente uno de ellos que es la:
questão 21
La degradación del planeta se la ve como un proceso gradual. Esto queda claro en el siguiente fragmento:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 16 A 19.
5
10
15
20
25
Selon une étude publiée par les Nations Unies, une dégradation de l’environnement pourrait obliger jusqu’à 50 millions de personnes de plusieurs régions du monde à devenir des réfugiés d’ici 2010. Leur reconnaissance juridique deviendra nécessaire.
Le Programme des Nations Unies pour l’environnement (PNUE) définit les réfugiés environnementaux comme des personnes forcées de quitter leurs habitations traditionnelles d’une façon temporaire ou permanente, à cause (naturelle ou humaine) d’une dégradation nette de leur environnement qui bouleverse gravement leur cadre de vie et/ou qui déséquilibre sérieusement leur qualité de vie.
Ainsi, 50 millions de personnes pourraient devenir des “réfugiés environnementaux” au cours des prochaines années. C’est le constat établi par une étude de l’Institut pour la sécurité environnementale et humaine (ISEH) de l’Université des Nations Unies (UNU, Bonn).
La montée du niveau des mers, le phénomène de désertification, les canicules ou les inondations obligeront prochainement des populations entières à quitter leurs lieux de résidence pour aller s’établir dans des régions où le climat est plus accueillant.
Il y a des craintes bien fondées selon lesquelles les populations fuyant des conditions environnementales invivables pourraient croître de façon exponentielle au cours des prochaines années, alors que la planète subit des
effets du changement climatique et d’autres phénomènes
30 comme la désertification, a commenté dans un communiqué Janos Bogardi, le directeur de l’Institut Universitaire des Nations Unies pour l’Environnement et la Sécurité Humaine.
Selon l’ONU, la communauté internationale devra
35 donc faire face à des mouvements de population importants au cours des prochaines années. Il est nécessaire que cette nouvelle catégorie de réfugiés environnementaux puissent trouver une place dans le cadre d’accords internationaux existant, a estimé le
40 directeur de ISEH. En effet, à l’heure actuelle, les réfugiés environnementaux ne sont pas encore reconnus dans les conventions internationales comme c’est le cas pour les réfugiés politiques et de ce fait ils n’ont donc pas accès aux mêmes ressources
45 financières ou aux services de santé auxquels ont droit les réfugiés politiques.
Le problème posé par les réfugiés environnementaux est lié à leur statut juridique. Selon le 1er article de la Convention de Genève, un réfugié est une personne qui 50 craint, avec raison, d’être persécutée du fait de sa race, de sa religion, de sa nationalité, de son appartenance à un certain groupe social ou de ses opinions politiques et qui ne peut ou ne veut pas retourner dans son pays en raison de cette crainte. L’avenir des réfugiés environnementaux
55 passe donc par la reconnaissance juridique de leur existence pour permettre aux différentes organisations d’accomplir leur mission.
c. seghier www.actu-environnement.com
questão 16
Ainsi, 50 millions de personnes pourraient devenir des “réfugiés environnementaux” au cours des prochaines années.
(l. 14-16) L’auteur n’est pas catégorique dans son affirmation. Pour atténuer son affirmation, il se sert de la stratégie suivante:
questão 17
L’auteur présente quelques phénomènes de la nature qui peuvent obliger les gens à quitter leurs habitations. L´un des phénomènes mentionnés dans le texte c´est:
questão 18
Selon le texte, outre le besoin de déménagement, les réfugiés environnementaux doivent affronter un autre problème. L’alternative qui montre ce problème-là c’est:
questão 19
Il y a des craintes bien fondées selon lesquelles les populations fuyant des conditions environnementales invivables pourraient croître de façon exponentielle (l. 25-27)
L’expression soulignée équivaut sémantiquement à:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 20 E 21.
Le ciment dans les plaines Coule jusqu’aux montagnes Poison dans les fontaines, Dans nos campagnes
5 S’acheter de l’air en barre Remplir la balance Quelques pétrodollars Contre l’existence
C´est vrai la terre est ronde
10 Mais qui viendra nous dire Qu´elle l´est pour tout le monde? Et les autres à venir?
Puisqu’il faut changer les choses Aux arbres citoyens!
15 Il est grand temps qu’on propose Un monde pour demain!
yannick noah
www.paroles.net
questão 20
Aux arbres citoyens
Le titre de la chanson a l´objectif suivant:
questão 21
Le vers qui prévoit une conséquence de la dégradation de l’environnement c’est:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 16 A 19.
The latest United Nations assessment of the role of humans in global warming has found with “high confidence” that greenhouse gas emissions are at least partly responsible for a host of changes already
5 under way, including longer growing seasons and shrinking glaciers.
A summary of the working draft of the report was provided to The New York Times yesterday by several people involved in reviewing it. It is a detailed 10 follow-up to a February report by the United Nations group, the Intergovernmental Panel on Climate Change, which was the fourth assessment since 1990 of the basic science that points to a human hand on the planet’s thermostat. The new report describes the
15 specific effects of climate changes on people and ecology, identifies those species and regions at greatest risk and describes options for limiting risks. Some of the changes could be beneficial, but most will prove harmful in the long run, the report says.
20 It finds that global warming caused by humans has most certainly contributed to recent shifts in ecosystems, weather patterns, oceans and icy regions, and that it will have large and lasting effects on human affairs and on the planet’s web of life in
25 this century. It predicts a variety of health effects as well, with “increased deaths, disease and injury due to heat waves, floods, storms, fires and droughts”, but also “some benefits to health such as fewer deaths from cold”.
30 Also in the plus column, higher concentrations of carbon dioxide, the main heat-trapping gas, are
contributing to a greener world, according to the draft. Based on satellite observations since the early 1980s, there is high confidence that there has been 35 a trend in many regions towards earlier greening of vegetation in the spring and increased net primary production linked to longer growing seasons and increasing atmospheric CO2 concentrations. But warming in cool regions can bring mixed results, the draft says.
40 For example, while temperate and higher latitudes could be friendlier to farming, they are also proving friendlier to weeds, as well as insect pests and wildfires that are likely to imperil forests.
In the long run, most regions are likely to be more
45 harmed than helped by the changes, the draft says. For example, projections for coming decades foresee intensifying drought and downpours, as well as a relentless intrusion of rising seas – at an uncertain rate – along crowded coasts and around low-lying
50 islands. Water supplies fed by alpine snows or ice sheets are already experiencing changes and could be greatly disrupted, it said.
Scientists and government officials sparred over the wording of the draft with disagreements on the level 55 of certainty in projections of health and ecological consequences of warming. But over all, the report is expected to provide significant new detail on a world increasingly influenced by human actions, most notably the buildup of carbon dioxide and other
60 greenhouse gases emitted mainly by burning fossil fuels and forests.
andrew c. reVkin
http://college3.nytimes.com
questão 16
In April, The New York Times obtained a summarized version of the U.N. assessment on global warming. The information contained in this summary originated from:
questão 17
The text deals with cause and effect relations in climate shift. Man´s intervention and ecological consequences are considered, respectively, as:
questão 18
The text points to positive and negative outcomes of climate changes. The effects regarded as beneficial are directly related to:
questão 19
In argumentative writing, the presence of transitions is crucial to make the text both cohesive and coherent. An instance of transition by means of contrast is found in:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE NÚMEROS 20 E 21.
stanza 1
Have I been sleeping? I´ve been so afraid of crumbling. Have I been careless? Dismissing all the distant rumblings? Take me where I am supposed to be to comprehend the things that I can´t see.
stanza 2
And as a child I danced like it was in 1999. My dreams were wild. The promise of this new world would be mine. Now I am throwing off the carelessness of youth to listen to an inconvenient truth.
stanza 3
And I need to move; I need to wake up; I need to change; I need to shake up; I need to speak out. Something´s got to break up. I´ve been asleep and I need to wake up now.
melissa etheridge
www. lyricstime.com
questão 20
American songwriter and singer Melissa Etheridge wrote I need to wake up for Al Gore´s documentary on global warming entitled An inconvenient truth.
In the first stanza, the feeling expressed by the writer is best described as that of:
questão 21
A new outlook on life is manifested in the song. In stanzas 2 and 3, the words proclaim intentions of: