Estas provas deverão ser respondidas por todos os candidatos.
Para a realização destas provas, você recebeu este Caderno de Questões e uma Folha de Respostas. NÃO AMASSE, NÃO DOBRE, NÃO SUJE, NÃO RASURE A FOLHA DE RESPOSTAS, pois ela irá diretamente para a leitura ótica.
1. Caderno de Questões
pelos números 01, 02, 04, 08, 16, 32 e 64. Para responder a esse tipo de questão, você deve
das proposições verdadeiras. A não-inclusão de uma proposição na soma significa considerá-la falsa. A identificação de uma proposição verdadeira como falsa ou de uma proposição falsa como verdadeira será considerada erro, descontando-se, então:
2. Folha de Respostas
Essa Folha de Respostas é pré-identificada, isto é, destinada exclusivamente a um determinado candidato. Por isso, não pode ser substituída, a não ser em situação Exemplo da Marcação excepcional, com autorização expressa da Coordenação dos trabalhos. Confira os dados registrados no cabeçalho e assine-o com caneta esferográfica de TINTA PRETA ou AZUL-ESCURA, sem ultrapassar o espaço reservado para esse fim.
INSTRUÇÃO: Assinale as proposições verdadeiras, some os números a elas associados e marque o resultado na Folha de Respostas.
De tempos em tempos precisamos repensar sobre esta questão: quem é o povo brasileiro, essa entidade enigmática? Principalmente em um ano eleitoral importante como este, em que de um lado estão aqueles que vêem os problemas do Brasil, não somente de caráter político, como um resultado da falta de capacidade
5 – crítica do povo brasileiro e de outro, aqueles que acreditam que a população é sempre a vítima do nosso atraso histórico, do abandono, da falta de educação e de informação.
A idéia de que o brasileiro é sempre um sujeito diferente daquele que fala é antiga no Brasil. O povo é o outro e nunca nós mesmos. E esse povo, que é o outro, 10 – é sempre o ignorante, o inculto, o amarfanhado, o pobre, o analfabeto, o distante.Em 1907, a revista Fon Fon! trazia em um de seus exemplares uma caricatura chamada de Zé Povo. Tal como viríamos a usar esta expressão até hoje, o Zé Povo (ou Zé Povinho) era o sujeito mal vestido, magro e desengonçado. Contra ele estava o mundo da política ou o dos grã-finos. A caricatura da Fon Fon! fazia uma crítica mordaz,
15 – sugerindo que, enquanto os políticos e os elegantes (que acabavam sendo da mesma elite) se divertiam, o Zé Povo pagava as contas, trabalhava nas repartições públicas e sofria com sua vidinha modorrenta. [...] O mesmo acontece anos mais tarde quando, em 1914, Monteiro Lobato chamou
o homem pobre rural de Jeca Tatu. Segundo o escritor, Jeca era o protótipo do povo
20 – brasileiro que, acocorado sobre os calcanhares, seria incapaz de se levantar para encarar o trabalho disciplinado e a modernização do País. As duas coisas ficariam a cargo dos imigrantes europeus que estavam ocupando os melhores postos de trabalho e forjando o progresso. Nos anos 30, a discussão volta ao cenário, e a grande preocupação é com o
25 – caráter da nação brasileira. Artistas, escritores, sociólogos buscam uma definição, e as manifestações culturais populares são recolhidas para fazer parte da música, da dança, da literatura. O povo brasileiro passa a ser ingrediente fundamental na constituição da nação, e Getúlio Vargas, inaugurando o chamado populismo, fala em nome do povo e se define como o pai dos pobres, isto é, do povo, para o povo. Mas
30 – quem era ele? O índio, o nordestino, o nortista, o negro, o pobre, o caboclo, o operário,
o homem rural?
Ao governo populista não interessava o trabalhador organizado, mas “este povo” em abstrato, sujeito crente e passivo, protegido e reprimido pelo Estado. A discussão volta com força nos anos 50 e, em plena era desenvolvimentista, quando
35 – o Brasil começa o processo de industrialização e urbanização mais agressivo, o Jeca Tatu é retomado pelo cinema e Mazzaropi faz muito sucesso. A crítica, generosa, escrevia que Mazzaropi levava o verdadeiro povo brasileiro às telas. Mas, podemos perguntar outra vez: quem se identifica com o Jeca Tatu de Mazzaropi? Provavelmente ninguém deseja tal identidade para si. Portanto, o que podemos dizer, a partir destes
40 – poucos exemplos, é que a identidade nacional ou a condição de povo brasileiro é sempre atribuída a um sujeito que não somos nós. Deste modo, reaparece sempre a idéia de que de um lado existe uma elite esclarecida, proprietária, bem nascida, educada e cosmopolita, cidadã do mundo e capaz de votar bem, é claro. E de outro,
o povo, o Zé Povo, o inculto, o pobre, o sem eira nem beira, o brasileiro. Quem seria
45 – ele? Ora o índio, ora o caboclo, ora o mulato, ora o cangaceiro, ora o Jeca, ora o favelado, ora o analfabeto, ora os descamisados. Mas o fato é que o povo é sempre o outro (não sou eu, aquele que fala), e este outro é quase sempre pintado como alguém cuja ignorância o faz objeto de riso, de pena, de rejeição, eleitor sem consciência.
50 – Com este deslocamento da identidade nacional, acabamos sempre por delegar ao outro a obrigação de comportar-se como povo. No entanto, se este sujeito não é apreensível, não é identificável, então acabamos por construir uma identidade abstrata que não pertence a ninguém. Daí para crer que o povo vota errado — mas eu não — é um passo. Sem dúvida, existe este grande desafio para a sociedade brasileira, o
55 – de enxergar-se como tal, e isto não quer dizer homogeneidade, nem ausência de conflitos sociais e de classes. Mas quer dizer que pertencer à condição de povo brasileiro significa ter alguma responsabilidade pelo coletivo, sair da individualidade consumista que nos assola e começar a pensar que nós é que fazemos a História. Enquanto isso não acontecer, continuaremos procurando pelo tal do povo brasileiro,
60 – este outro impalpável.
TOLENTINO, Célia. Chame um sociólogo. Sociologia: Ciência & Vida, São Paulo: Escala, ano 1, n.3, 2007. p. 70-71.
Questão 02
Constituem afirmações verdadeiras sobre o texto:
A análise do texto autoriza afirmar:
Questão 04
Relacionam-se adequadamente com o texto as proposições
WATERSON. Calvin and Hobbes. Disponível em: <http://depositodocalvin.blogspot.com// Acesso em: 20 jun. 2006. Adaptado.
Com base na leitura dos quadrinhos, que apresentam o diálogo entre as personagens Calvin, o garoto, e Haroldo, o tigre, é correto afirmar:
Um sol ardente de março esbate-se nas venezianas que vestem as sacadas de uma sala, nas Laranjeiras. A luz coada pelas verdes empanadas debuxa com a suavidade do nimbo o gracioso busto de Aurélia sobre o aveludado escarlate do papel que forra o gabinete.
5 – Reclinada na conversadeira com os olhos a vagar pelo crepúsculo do aposento, a moça parece imersa em intensa cogitação. O recolho apaga-lhe no semblante, como no porte, a reverberação mordaz que de ordinário ela desfere de si, como a chama sulfúrea de um relâmpago.
Mas a serenidade que se derrama por toda a sua pessoa, se de alguma sorte 10 – desmaia a cintilação de sua beleza, a embebe de um fluido inefável de meiguice e carinho, que a torna irresistível. [...]
Sombreia o formoso semblante uma tinta de melancolia que não lhe é habitual desde certo tempo, e que não obstante se diria o matiz mais próprio das feições delicadas. [...]
15 – Aurélia concentra-se de todo dentro de si; ninguém ao ver essa gentil menina, na aparência tão calma e tranqüila, acreditaria que nesse momento ela agita e resolve
o problema de sua existência; e prepara-se para sacrificar irremediavelmente todo o seu futuro. Alguém que entrava no gabinete veio arrancar a formosa pensativa à sua longa 20 – meditação. Era D. Firmina Mascarenhas, a senhora que exercia junto de Aurélia o ofício de guarda-moça. A viúva aproximou-se da conversadeira para estalar um beijo na face da menina, que só nessa ocasião acordou da profunda distração em que estava absorta.
Aurélia correu a vista surpresa pelo aposento; e interrogou uma miniatura de 25 – relógio presa à cintura por uma cadeia de ouro fosco. [...]
ALENCAR, José de. Senhora. In: José de Alencar: ficção completa e outros escritos. 3. ed. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. v. 1, p. 665-666. (Biblioteca Luso-Brasileira. Série Brasileira).
O fragmento, contextualizado na obra, permite afirmar:
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
— Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.
Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
— Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário — e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinhos e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.
Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a idéia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados ao estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a sinha Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinha Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 99. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 9-11.
Considerando-se o contexto da obra, pode-se afirmar que o fragmento destacado evidencia
Alguém que não soubesse, alguém de fora, podia pensar que eram os mesmos. Mas não eram. E não por causa da luz desmaiada das lumeeiras criando sombras incertas nos rostos e nas moitas, não por causa da noite carregada de visagens que os cercava, não por causa das roupas. Pelo contrário, as roupas é que eram as
5 – mesmas que tinham envergado na festa de Santo Antônio, para mostrar bailes dos pretos às visitas e a todo o povo que acorria das vizinhanças. De outros lugares também vieram, a fim de tomar parte nas danças e combates fingidos, pretos de nomeada em todo o Recôncavo e em muitas outras partes da Bahia por onde passaram ou se ouviu notícia deles [...] Mas o cônego não quis assistir a nada daquilo,
10 – porque o estridor dos atabaques, dos agogôs e dos ganzás lhe dava dor de cabeça, e perguntou como podiam suportar tamanha zoeira, atordoante função avernal, após os píncaros a que os tinha transportado a serafina da capela. [...] Perilo Ambrósio, a quem aquilo tudo também incomodava, alegrou-se em ver que podiam voltar à fresca das varandas, longe da zoadeira e do cheiro dos pretos, longe do mal-estar que lhe
15 – davam aqueles sons, aquelas cores, aqueles movimentos. Muita gente, contudo, decidiu ficar, entre palanganas de canjica e mungunzá, tabuleiros de lelê, pamonha, acaçá, milho cozido e docinhos de leite e ovos, sequilhos de goma, beijus e mingau de carimã, de milho e de tapioca, alguidares de amendoim cozido, pé-de-moleque, alfele, mel de engenho, bolo de fubá, bolo chico-felipe e bolinho de milho solado da
20 – casca grossa e tantas outras coisas que a baronesa mandava fazer para que o povo comesse no dia de sua festa. E, porque sentia um intenso prazer secreto, em apreciar aquela multidão, homens, mulheres, meninos, velhos, mestiços, negros, funcionários, operários, toda aquela gente, cuja baronesa era ela, se refocilando nos caldeirões de mingau e nos morros de cuscuz, emborrachando-se de tanto comer, carregando
25 – comida nas bochechas, mãos, chapéus e algibeiras — tanto prazer que às vezes ria desatadamente, quase sem poder mais parar —, porque tinha antecipado esse prazer, relutou em acompanhar o marido. Mas não podia deixar de segui-lo e assim nem chegou a ver quando os negros principiaram a fazer roda no outro extremo do terreiro, meio escondidos pelo povo que os cercava e pelos jegues amarrados nos mourões
30 – do telheiro de palha onde se juntaram e de onde às vezes saía um grito ou risada de som desencarnado, meio embuçados pela própria luz do sol, que cegava quem procurasse enxergá-los de longe.
RIBEIRO, João Ubaldo. Viva o povo brasileiro: romance. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 145-146.
O fragmento transcrito e a leitura do romance apóiam as afirmações
Questão 09
Os seus artigos foram objecto de acaloradas discussões entre “europeus” e “africanistas” e a fama de que beneficiou então aliciou-o a ir mais além, publicando um opúsculo, onde reuniu os números referentes aos últimos dez anos de comércio de importação das colônias de África, para sustentar a sua conclusão de que esse
5 – comércio era incipiente para a Europa, insuficiente para as necessidades do país e, logo, um profundo e instalado desperdício das possibilidades oferecidas por uma exploração racional e inteligente das riquezas ultramarinas. “Não basta apregoar ao mundo que se tem um império — concluía ele — é também necessário explicar por que se merece tê-lo e conservá-lo.” O debate que se seguiu foi violento e intenso e,
10 – do outro lado da trincheira, o “africanista” Quintela Ribeiro, dono de extensas fazendas em Moçâmedes, resolveu ripostar no Clarim, perguntando “que conhecimentos tem de África o licenciado Valença?”, e virando a frase contra o seu criador, concluía: “Não basta apregoar ao mundo, como este Valença, que se tem uma cabeça. É também necessário explicar por que se merece tê-la e conservá-la.”
15 – A frase de Quintela Ribeiro e a própria discussão pública suscitada pelas intervenções de Luís Bernardo tornaram-se uma espécie de cartão de visita do destinatário, porque a verdade é que muita Lisboa comentava ser também um desperdício que um homem com a sua idade e os seus talentos de inteligência e informação gastasse o melhor da sua vida a olhar o Tejo por uma janela e a cirandar
20 – pela cidade em busca de conquistas amorosas.
TAVARES, Miguel Sousa. Equador. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004. p. 14-15.
O narrador apresenta alguns aspectos — objeto da trama do romance — que estão devidamente esclarecidos nas proposições
Questão 10
PASSADO HISTÓRICO
Do açoite da mulata erótica da negra boa de eito e de cama
(nenhum registro)
FÁTIMA, Sônia. In: QUILOMBHOJE (Org.). Cadernos negros: os melhores poemas. São Paulo: Quilombhoje, 1998. p. 118.
Com base no poema, é verdadeiro o que se afirma nas seguintes proposições:
* * *
-14
Constante de Avogadro = 6,02 x 1023 (valor aproximado) Kw =1,0 x10 (a25ºC)
INSTRUÇÃO: Assinale as proposições verdadeiras, some os números a elas associados e marque o resultado na Folha de Respostas.
No cenário da evolução molecular em que surgiu o sistema vivo, o DNA aparece como a molécula que se estabeleceu com a função da hereditariedade em substituição ao RNA, que, provavelmente, exercia tal função originalmente. Segundo o modelo consagrado por Watson e Crick, o DNA se organiza obedecendo a princípios físicos e químicos, compatíveis com as funções biológicas de informação, herança e variação.
A taxa de erro durante a replicação do DNA — por exemplo, a incorporação de um nucleotídeo incorreto na seqüência que está sendo construída a partir do molde — é da ordem de 1 em 104 e é mantida ainda mais baixa (1 em 108 a 109) pela ação de mecanismos enzimáticos de revisão e reparação. A incorporação de uma base incorreta constitui uma mutação e pode introduzir uma mudança em alguma característica do organismo. (PENTEADO, 1998, p. 31).
Com base nos conhecimentos das Ciências Naturais e na análise da figura e das informações, pode-se afirmar:
Em relação a aspectos estruturais e funcionais da molécula do DNA, é correto afirmar:
Estudos que vêm investigando a origem primária da mudança genética associada ao câncer ainda não estão conclusivos. Uma linha de pesquisa vem associando a origem do câncer a alterações cromossômicas. Enquanto as células humanas normais são diplóides, os cariótipos das células de tumores sólidos ganharam ou perderam cromossomos inteiros ou segmentos deles. Isso poderia fazer a célula produzir dosagens extremamente anormais de suas proteínas.
Tem sido demonstrado que vários materiais — como amianto, alcatrão, hidrocarbonetos aromáticos, chumbo, níquel, certos corantes, dioxina — e formas de radiação são carcinogênicos, atuando como fonte de cânceres ocupacionais ou acidentais em humanos.
A natureza é extremamente conservadora quanto aos cromossomos e complementos cromossômicos específicos ou cariótipos, que determinam cada espécie e são bem definidos e estáveis para a espécie em questão. A reprodução sexual também impõe a conservação de um cariótipo específico. [...] Por outro lado, os genes individuais podem ser bem variáveis dentro de uma espécie. (DUESBERG, 2007, p. 62).
Com base nessas informações e nos conhecimentos das Ciências Naturais, são considerações pertinentes:
, apresenta núcleos
aromáticos e o grupo funcional dos éteres.
A descoberta recente de um planeta semelhante à Terra fora do sistema solar, o GL581c, é o maior passo dado até hoje pela humanidade na busca de vida extraterrestre. Os cientistas acham que há água em forma líquida na superfície do GL581c, onde as temperaturas variam entre 0°C e 40°C. Tais condições são ideais para a existência da vida. [...] O astro que ilumina e aquece o planeta recém-descoberto — cuja massa é
cinco vezes maior do que a da Terra — é uma estrela anã vermelha, a Gliese 581, que tem um terço da massa do Sol e emite 50 vezes menos energia. (CORRÊA, 2007, p. 80-84).
Questão 14
As informações sobre essa recente descoberta sugerem relações entre a realidade terrestre e as condições identificadas em GL581c.
Com base nessas relações, pode-se inferir:
A luz refletida na superfície do GL581c viaja no espaço interestelar com velocidade de 300 000km/s e demora, aproximadamente, duas décadas para atingir a Terra. As condições nesse Novo Planeta são tais que uma pessoa com 70kg que estivesse na sua superfície, se sentiria pesando 110kgf. A energia fornecida pela estrela Gliese 581 e a estrutura do Novo Planeta — em especial a possibilidade de ele abrigar reservatórios de água líquida — são compatíveis a condições que favoreceram o surgimento da vida na Terra.
Informações sobre o planeta recém-descoberto e uma possível evolução da vida nesse contexto ambiental permitem afirmar:
O TRAJETO DO PETRÓLEO NA PLATAFORMA
Quando o petróleo extraído do fundo do mar chega ao navio ou à plataforma semi-submersível, passa por um oleoduto flexível. O líquido que consiste inicialmente em uma mistura de óleo, gás e água, é levado a um vaso separador trifásico, que, como diz o próprio nome, separa os diferentes produtos. O óleo é retirado das outras matérias-primas à pressão de 9,0kgf/cm2 e temperatura de 90°C. Quando sai do separador, é bombeado até os tratadores, que retiram sais e resíduos de água. O óleo passa então a outro vaso,
que trabalha à pressão atmosférica. A pressão é reduzida, nesta fase, de 9,0kgf/cm2 para apenas 0,5kgf/cm2. Nas plataformas, o óleo é bombeado em seguida para os tanques de carga.
[...]
Máquinas “seqüestram” o oxigênio da água, para que bactérias aeróbicas não proliferem
nos reservatórios, e depois injetam produtos químicos para matar as bactérias
anaeróbicas. [...] (PLATAFORMA... [2007], p. 39).
Considerando-se as informações do texto e os conhecimentos das Ciências Naturais, é correto afirmar:
Quantidades bem diferentes de combustível fóssil (gás natural, petróleo e carvão) são queimadas para produzir gasolina e etanol, considerando todos os passos da extração ou cultivo à entrega final. Os números são médias obtidas a partir de seis estudos realizados por pesquisadores do California Institute of Technology. (WALD, 2007, p. 48).
No momento em que a questão da energia
aparece no cenário mundial como fundamental para a
própria sobrevivência humana, a alternativa de fontes
de energia renováveis desponta como solução
promissora.Nessa perspectiva, a obtenção de etanol a
partir de biomassa vem motivando análises em que se
incluem, como parâmetros de avaliação, o custo energético na produção, a emissão de
poluentes e a disponibilidade de biomassa.
Questão 17
A análise da ilustração que compara o custo energético relacionado à obtenção de energia a partir de três fontes distintas, permite afirmar:
26222
CH (l) + O(g) → CO(g) + HO(l) + 5,7.103kJ/mol revela que a energia liberada na queima
818222
de um mol de gasolina, representada por C8H18, é aproximadamente igual à da combustão de 184,0g de etanol.
(08) A celulose
reage com ácidos carboxílicos — em presença de catalisador,
dentre outras condições — produzindo ésteres.
A partir da análise de aspectos biológicos e industriais associados à obtenção de energia nas três situações exemplificadas na figura, pode-se afirmar:
ELES VIRAM A LUZ
Durante 0,13 segundo, pesquisadores conseguiram pela primeira vez observar fótons, a partícula fundamental da luz, sem destruí-los. [...] um grupo de cientistas, liderado pelo físico francês Serge Haroche, afirmou ter observado, pela primeira vez na História, o fóton, sem destruí-lo. [...] Como a luz viaja a 3,0.105km/s, o primeiro desafio dos pesquisadores era aprisionar
o fóton em um recipiente com dimensões razoáveis. A solução encontrada foi a utilização de uma espécie de caixa com espelhos de material supercondutor ultra-reflexivos, de 2,7cm de largura, resfriada a 0,5 grau do zero absoluto. [...] [...] Os detectores convencionais de luz funcionam, porque absorvem os fótons, destruindo-os. Para contornar essa dificuldade, os pesquisadores desenvolveram uma forma de inferir a presença do fóton por meio de átomos do metal rubídio. Os físicos parisienses fizeram átomos de rubídio passar pela caixa de espelhos, um de cada vez. “Se algum fóton estivesse presente na caixa, ele alterava ligeiramente os níveis de energia do átomo, sem desaparecer”, diz Haroche. Assim, comparando os níveis de energia dos átomos de rubídio que passam pela caixa, os pesquisadores conseguiram determinar por quanto tempo houve um fóton ali dentro. (ELES viram..., 2007, p. 83).
A partir das informações do texto e considerando-se os conhecimentos das Ciências Naturais, é correto afirmar:
A partir da análise das figuras que ilustram o espectro da radiação solar e interações da luz com o sistema biológico e com base nos conhecimentos das Ciências Naturais, é correto afirmar:
Considerando-se as informações apresentadas e os conhecimentos das Ciências Naturais a elas relacionados, é correto afirmar:
, é onde ocorre a redução do oxigênio.
Na maioria dos lugares onde barragens são eliminadas, a limpidez da água e o nível de oxigênio aumentam, à medida que o sistema fluvial se recupera. Contudo, a recuperação de certos rios tem envolvido a criação de novas represas em decorrência de problemas, dentre os quais a grande retenção de detritos nos reservatórios e fora deles. Essas novas represas, construídas com travertino, rocha calcária formada naturalmente à medida que as águas ricas em carbonato de cálcio das nascentes interagem com algas, formam barreiras que criam lagos pequenos e de cor azul turquesa, o habitat perfeito para uma variedade de peixes e de insetos, entre outros seres vivos. (MARKS, 2007, p. 81).
Diante dessas informações e com base nos conhecimentos das Ciências Naturais, é pertinente afirmar:
Segundo dados do IBGE de 2000, em cerca de 71,5% das cidades brasileiras com serviço de limpeza urbana, o lixo é depositado em lixões. [...] E, praticamente, em todos esses lixões, existem pessoas trabalhando, incluindo crianças. [...] São meninos e meninas de diferentes idades. [...] Vivem em condições de pobreza absoluta. Realizam um trabalho cruel. São crianças no lixo. Uma situação dramática e comum no Brasil. (SANTOS; MÓL (Coord.), 2003, p. 22).
Questão 23
O cotidiano nesse ambiente expõe as pessoas a condições insalubres e de alta periculosidade. Essa situação repercute em problemas que ameaçam a saúde e a sobrevivência do indivíduo, como os seguintes:
Um aprofundamento da abordagem do problema referido no texto, em uma perspectiva fisiológica e ambiental, permite afirmar:
A coleta, o transporte, a reciclagem dos resíduos urbanos e os riscos iminentes dos lixões, envolvem considerações, como as seguintes:
A dinâmica do ecossistema inclui uma rede de interações químicas do organismo com
o meio ambiente — estabelecida com a entrada de elementos e compostos inorgânicos e do seu retorno ao meio — que se realizam em vias mais ou menos circulares e que se identificam nos ciclos biogeoquímicos. O organismo seqüestra do ambiente cerca de 40 elementos imprescindíveis à estruturação e à manutenção do sistema vivo, alguns exigidos em grandes quantidades e outros, como micronutrientes.
Questão 26
A partir da análise das informações e da figura — que apresenta, de forma simplificada, um ciclo biogeoquímico superposto ao fluxo de energia passando pelo sistema vivo e esquematiza etapas do ciclo do nitrogênio —, pode-se concluir:
Em relação a aspectos da dinâmica em ciclos biogeoquímicos, é correto afirmar:
A água constitui a chuva, a neve, os oceanos e conduz depósitos de sedimentos, além de ser condição imprescindível à vida. A quantidade de água doce imediatamente acessível que cai sobre o globo, a cada ano, está continuamente circulando e é distribuída na realização do ciclo hidrológico.
Uma análise da importância da água e dos fenômenos envolvidos no ciclo hidrológico permite afirmar:
As chuvas começam a cair no sertão a cada final de ano. É o novo ciclo que já se aproxima sucedendo a um longo período estival. Entre abril e maio, as chuvas se despedem e recomeça a seca abrasadora. A folhagem se estiola, os pastos secam, as aguadas se evaporam, as sombras desaparecem. Num toque de sinos, de repente, a caatinga toma a cor da esmeralda. O Nordeste se transforma num imenso laboratório botânico ao renascer de sua extraordinária comunidade biótica. E os deflúvios pluviais elaboram o milagre da terra. São os rios sazonais que correm e se precipitam em avalanches tempestuosas nos caminhos que levam ao mar. Dezenas e milhares de musgos, samambaias e orquídeas, além de cipós e trepadeiras, se insinuam pelos troncos e galharias. A luz solar penetra pela copa das árvores e estas se desenvolvem com rapidez surpreendente. A caatinga entra num intenso processo evolutivo, em que o mundo vegetal se explode numa verdadeira mudança apoteótica. É a vida que retorna à terra. (RIBEIRO, 2007, p. 47-48).
Com base em princípios físicos, químicos e biológicos, a análise do texto permite afirmar:
O atual Projeto da Transposição de águas do rio São Francisco deveria ser executado simultaneamente com obras e ações de revitalização do rio: abertura de canais, bombeamento da água, recuperação de áreas degradadas, recomposição das matas ciliares, perenização de rios temporários, tratamento dos esgotos e desenvolvimento social das populações que vivem às suas margens.
Manoel Bonfim Ribeiro (2007) afirma que esse projeto “traz a imagem de um banho de água no Semi-Árido, mitigando a sede de 12 milhões de nordestinos sequiosos” e acrescenta que “o Nordeste, mais precisamente o Semi-Árido, é a região mais açudada do Planeta. Os oito grandes açudes dos três Estados: Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, que irão receber 2,10 bilhões de metros cúbicos das águas do rio São Francisco, já possuem um volume de 12,6 bilhões de metros cúbicos de água, equivalentes a 5,3 vezes o volume da Guanabara.”
O problema do Nordeste não é água.
A partir das informações do texto e considerando os conhecimentos das Ciências Naturais, é correto afirmar:
CORRÊA, R. Uma nova Terra. Veja, São Paulo: Abril, ed. 2006, ano 40, n. 17, 2 maio 2007. Adaptado. DUESBERG, P. Caos cromossômico e câncer. Scientific American: Brasil, São Paulo, ano 6,
n. 61, jun. 2007. Adaptado. ELES viram a luz. Época, São Paulo, n. 461, 19 mar. 2007. MARKS, J. C. Abaixo as represas. Scientific American: Brasil, São Paulo, ano 6, n. 59,
abr. 2007. Adaptado. PENTEADO, P. C. M. Física: conceitos e aplicações. São Paulo: Moderna, 1998. PLATAFORMA: uma cidade no oceano. Scientific American: Brasil, São Paulo. Edição
especial n. 3. Petróleo.
RIBEIRO, M. do B. D. A potencialidade do Semi-Árido brasileiro. [S.I.]: Gráfica e Editora Qualidade, jan. 2007. Adaptado. SANTOS, W. L. P. S.; MÓL, G. de S. (Coord.) Química e sociedade: a ciência, os materiais
e o lixo. São Paulo: Nova Geração, 2003. (Coleção Nova Geração). WALD, M. L. Vale pensar no etanol a longo prazo? Scientific American: Brasil, São Paulo, ano 6, n. 61, jun. 2007.
CAMPBELL, N. A.; REECE, J. B.; MITCHELL, L. G. Biology. 5. ed. New York: Addison Wesley Longman, 1999. p. 173 e 174. (Questão 20). CORRÊA, R. Uma nova Terra. Veja, São Paulo: Abril, ed. 2006, ano 40, n. 17, 2 maio 2007.
ODUM, E. P. Ecologia. Tradução Christopher J. Tribe. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. p. 112-113. (Questões de 26 a 28). O MUNDO busca uma saída... Veja, São Paulo: Abril, ed. 1987, ano 39, n. 50, 20 dez. 2006.
p. 164. (Questão 21).
PENTEADO, P. C. M. Física: conceitos e aplicações. São Paulo: Moderna, 1998. p. 30 e 31. Adaptada. (Questões 11 e 12). WALD, M. L. Vale pensar... Scientific American: Brasil, São Paulo, ano 6, n. 61, jun. 2007.
p. 48. Adaptada. (Questões 17 e 18).
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