REDAÇÃO

Prova de 2a Etapa

SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO.

Leia atentamente as instruções que se seguem.

1 -Este caderno contém seis questões, abrangendo um total de oito páginas, numeradas de 3 a 10. Antes de começar a resolver as questões, verifique se seu caderno está completo. Caso haja algum problema, solicite a substituição deste caderno.

2 -Esta prova vale 100 pontos, assim distribuídos:

Questões 01, 03, 04 e 06: 20 pontos cada uma.

Questões 02 e 05: 10 pontos cada uma. 3 -NÃO escreva seu nome nem assine nas folhas desta prova. 4 -Leia cuidadosamente cada questão da prova e escreva a resposta, A

LÁPIS, nos espaços correspondentes. Procure ajustar a extensão de seu texto ao espaço disponível em cada questão. Só será corrigido o que estiver dentro desses espaços.

5 -ATENÇÃO: Não serão corrigidas respostas escritas em versos. 6 -Não escreva nos espaços reservados à correção. 7 -Ao terminar a prova, entregue este caderno ao Aplicador.

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Duração desta prova: TRÊS HORAS.

Impressão digital do polegar direito1 a vez vez

2a

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

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Leia estes trechos e compare-os:

Mania de Peitão Ai Que Saudades da Amélia

À noite ela é uma estrela Nunca vi fazer tanta exigência Ofusca o brilho da lua Nem fazer o que você me faz Não há beleza na Terra Você não sabe o que é consciência Que se compare com a sua Nem vê que eu sou um pobre rapaz Mas o que o povo desconhece Você só pensa em luxo e riqueza É que este tremendo ciclone Tudo que você vê você quer Musa da geração 2000 Ai, meu Deus, que saudade da Amélia É armação de silicone Aquilo sim é que era mulher

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Mania de peitão, Mania de peitão, Amélia não tinha a menor vaidade Mania de peitão, Amélia é que era mulher de verdade

É armação de siliconeAtaulpho Alves/Mário Lago

Seu Jorge/Bento Amorim

Evidencia-se, nesses trechos, uma crítica a certo perfil de mulher.

REDIJA um texto, explicando qual é essa crítica e posicionando-se favorável ou contrariamente a ela, com argumentos que justifiquem seu ponto de vista.

Observe esta imagem:

http://www.solbrilhando.com.br/_Slides/_Diversos/agua_no_carburador.pps Acesso: 10 maio 2006.

Imagine-se no papel de um repórter que comparece ao local onde ocorreu a cena retratada nessa imagem. REDIJA um texto para o jornal em que você trabalha, noticiando o fato. um título à sua notícia.

Leia estes trechos:

TRECHO 1

“As necessidades que as pessoas têm não são desejos de produtos, mas desejos de segurança, de afeto, de status, de filiação a um grupo, de sexo, de liberdade, de justiça.”

SILVA, E. M. Galileu, São Paulo, n. 167, p. 33, jun. 2005. (Texto adaptado)

TRECHO 2

“O termo ‘sociedade de consumo’ existe há décadas e o conceito de ‘consumismo’ também não é coisa nova. O velho Marx, à sua época, afirmava que o capitalismo substituíra o valor intrínseco dos bens e serviços pelo valor de mercado: era o fetiche da mercadoria. Hoje, o conceito de consumismo é associado à compulsão pela posse e à identificação pessoal com certos bens e serviços. Consumimos pão e água, circo e arte. Seja por linhas étnicas ou religiosas, unimo-nos pelo consumo. Oramos todos pela mesma cartilha: consumimos, portanto existimos.”

WOOD JR., T. Consumo, logo existo. CartaCapital. São Paulo, ano XII, n. 403.

Com base na leitura desses dois trechos, REDIJA um texto, discutindo o consumismo na sociedade contemporânea.

Leia esta passagem:

“Quincas Borba sentiu-lhe os passos, e começou a latir. Rubião deu-se pressa em soltá-lo [...].

Quincas Borba! Exclamou, abrindo-lhe a porta. O cão atirou-se fora. Que alegria! que entusiasmo! que saltos em volta do amo! chega a lamber-lhe a mão de contente, mas Rubião dá-lhe um tabefe, que lhe dói; ele recua um pouco,

triste, com a cauda entre as pernas; depois o senhor dá um estalinho com os dedos, e ei-lo que volta novamente com a mesma alegria.”

MACHADO DE ASSIS, J. M. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Record, 2004. p.43-44.

REDIJA um texto, explicando o que essa passagem revela sobre a relação de Rubião com o cachorro e, com base no romance, por que essa relação é assim.

Leia este trecho:

“Por esse tempo, partiu do Tejo para socorrer a colônia a esquadra de D. Antônio de Oquendo, que chegou à Bahia em julho de 1631 e partiu em setembro para desembarcar tropas de reforço ao Norte de Pernambuco, mais ou menos na altura do cabo de Santo Agostinho; intento que não logrou realizar porque alguns dias depois, ainda nos mares da Bahia, a 12 de setembro, travou renhida luta com a esquadra holandesa de Adrião Pater. A frota espanhola era de cinqüenta e três navios; a do almirante batavo, apenas de dezesseis; a ação foi terrível, o ataque à capitânia fez com que na luta atracassem cinco naus de uma e outra parte, que ficaram jungidas, lavradas de incêndio.

Adrião Pater, não querendo salvar a vida entregando-se aos espanhóis, deixou-se morrer, e os navios separaram-se, ficando a batalha indecisa. Uma lenda de origem portuguesa ou espanhola se formou que atribuiu a Pater o derradeiro gesto de enrolar-se na bandeira da pátria e atirar-se às ondas dizendo: ‘O oceano é o único túmulo digno de um almirante batavo’.”

RIBEIRO, João. História do Brasil. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1967. p.150-1.

Leia, agora, este poema:

O HERÓI E A FRASE

Como é que poderia

Aquele almirante holandês

Na atrapalhação da hora da morte

Gritar abraçado com as ondas.

E, pior, alguém ouvir:

“O oceano é a única sepultura digna de

um almirante batavo.”

MENDES, Murilo. História do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991. p.25.

Leia esta passagem:

“Quem observasse Aurélia naquele momento, não deixaria de notar a nova fisionomia que tomara

o seu belo semblante e que influía em toda a sua pessoa.

Era uma expressão fria, pausada, inflexível, que jaspeava sua beleza, dando-lhe quase a gelidez da estátua. Mas no lampejo de seus grandes olhos pardos brilhavam irradiações da inteligência. Operava-se nela uma revolução. O princípio vital da mulher abandonava seu foco natural, o coração, para concentrar-se no cérebro, onde residem as faculdades especulativas do homem.”

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: DCL, 2005. p.14. (Grandes Nomes da Literatura)

A partir da leitura dessa passagem e com base no enredo do romance, REDIJA um texto, explicando como convivem, em Aurélia, o “princípio vital da mulher” e as “faculdades especulativas do homem”.

Questões desta prova podem ser reproduzidas para uso pedagógico, sem fins lucrativos, desde que seja mencionada a fonte: Vestibular 2007 UFMG. Reproduções de outra natureza devem ser autorizadas pela COPEVE/UFMG.